CS2: dono de time gasta US$ 1 milhão em equipe tier 3

janeiro 26, 2026
Counter-Strike 2
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CS2: dono de time gasta US$ 1 milhão em equipe tier 3

Visão geral: quem é Shoke e o que é a CYBERSHOKE?

Manter um time profissional de Counter-Strike 2 parece um sonho para muita gente, mas a realidade financeira costuma ser bem mais dura do que a maioria imagina. O YouTuber russo Erik "Shoke" Shokov decidiu escancarar essa realidade e revelar, com números, quanto ele já investiu para sustentar sua equipe competitiva da CYBERSHOKE Esports.

Com mais de 1,6 milhão de inscritos no YouTube e anos de conteúdo focado em Counter-Strike, Shoke não é só criador de conteúdo: ele também é fundador da plataforma CYBERSHOKE, que opera mais de 1.200 servidores comunitários de CS2 ao redor do mundo. A marca virou sinônimo de servidores de treino, pugs e modos personalizados para a comunidade.

Alguns anos atrás, ele decidiu dar o próximo passo: transformar a marca em uma organização competitiva, criando um time profissional de CS sob o nome CYBERSHOKE. Hoje, essa equipe figura na faixa de tier 2/3, já alcançou o top 50 do ranking da HLTV e compete regularmente em campeonatos internacionais de médio porte.

O problema? Esse sonho veio acompanhado de uma conta gigantesca. Em um vídeo recente, Shoke revelou que, em cerca de 2,5 anos, o investimento total no projeto chegou a aproximadamente US$ 942.675 – na prática, quase US$ 1 milhão para manter um time que ainda nem chegou ao topo da cena.

Estrutura atual do time CYBERSHOKE de CS2

Para entender melhor o tamanho do investimento, vale olhar primeiro para a estrutura do time em si. A CYBERSHOKE não é apenas um stack de amigos jogando qualifiers; é uma equipe montada para competir de forma profissional, com elenco fixo, staff e infraestrutura.

O elenco recente da CYBERSHOKE Esports no CS2 conta com:

  • Ilya "FenomeN" Kolodko – rifler com bastante experiência em times tier 2 da região.
  • Denys "notineki" Kalachev – jogador versátil, capaz de se adaptar a múltiplos papéis.
  • David "bl1x1" Stepanyants – uma das apostas de potencial mecânico da equipe.
  • Aleksandr "glowiing" Matsiyevich – veterano da cena, importante na parte tática.
  • Daniil "alpha" Demin – jogador por empréstimo, reforço pontual para elevar o nível competitivo.
  • Stepan "brain" Sivoronovcoach, responsável por tática, estrutura de treino e preparação mental.

Ter esse tipo de estrutura – com jogadores contratados, treinador, casa de equipe e bootcamps – já coloca a CYBERSHOKE em outro patamar se comparada a muitos projetos semi-profissionais. Porém, cada uma dessas decisões de profissionalização gera custos: salários, impostos, moradia, logística e muito mais.

É exatamente aí que entra o grande destaque da história: Shoke decidiu abrir todos esses números, mostrando o que está por trás de um time que, para o público, pode parecer "apenas mais uma organização" jogando campeonatos online.

Quanto realmente custa manter um time profissional de CS2?

Na maioria das organizações, os gastos são tratados como informação confidencial. Shoke seguiu o caminho oposto e divulgou uma divisão completa dos custos da CYBERSHOKE Esports entre meados de 2023 e 2025. A soma final assusta:

Total investido: US$ 942.675 em aproximadamente dois anos e meio de operação.

Esse valor inclui tudo o que é necessário para fazer um time funcionar em nível competitivo estável, mesmo sem estar nos principais torneios do mundo. A partir dos números revelados por Shoke, temos a seguinte divisão de gastos:

  • Salários e compensações: US$ 504.411
  • Buyouts de jogadores: US$ 181.700
  • Aluguel de gaming house / team house: US$ 126.625
  • Bootcamps presenciais: US$ 48.568
  • Viagens para LANs e torneios: US$ 19.000
  • Despesas legais e impostos: US$ 49.040
  • Criação de jerseys e material de uniforme: US$ 8.921
  • Psicólogo esportivo: US$ 4.400

Quando somados, esses valores mostram o que muitos donos de organização já sentem na prática: esports ainda é, para a maioria dos projetos, um investimento de alto risco e retorno lento. Times de tier 1 conseguem compensar isso com premiações, grandes contratos de patrocínio e presença em franquias; equipes tier 2/3, por outro lado, dependem muito mais de paixão e fôlego financeiro dos donos.

Análise detalhada dos principais gastos

Para quem pensa em entrar no cenário como investidor, manager ou até jogador, entender cada uma dessas categorias de custo é fundamental. A seguir, vamos detalhar os pontos-chave dos gastos divulgados por Shoke.

Salários e compensações de jogadores e staff

Com mais de US$ 500 mil investidos em salários e benefícios, essa é, disparado, a maior fatia do orçamento da CYBERSHOKE. Isso inclui:

  • Salários mensais dos jogadores.
  • Salário do treinador.
  • Bônus de performance e prêmios internos.
  • Possíveis ajudas de custo extras (alimentação, transporte, etc.).

Mesmo em um time que não está no topo absoluto do cenário mundial, é necessário pagar valores competitivos para manter talentos, evitar que jogadores migrem para outras organizações e garantir uma rotina full-time de treino.

Para comparação, times de tier 1 podem facilmente gastar valores ainda maiores apenas em salários anuais. A transparência da CYBERSHOKE deixa claro que, mesmo em um degrau abaixo da elite, folha salarial é um peso enorme.

Buyouts e transferências de jogadores

Os US$ 181.700 em buyouts mostram o quanto a CYBERSHOKE está disposta a investir para montar um elenco competitivo. Buyout é o valor pago à organização dona do contrato do jogador para liberá-lo antes do fim do acordo.

Esse tipo de gasto é comum em qualquer esporte profissional. No CS2, comprar um jogador promissor pode ser a diferença entre ficar eternamente em qualificatórias ou finalmente brigar por vagas em grandes campeonatos, incluindo os Majors.

Ao mesmo tempo, é um tipo de investimento que nem sempre volta na mesma proporção. Se o time não se valoriza o suficiente, fica difícil vender jogadores com lucro ou atrair sponsor que cubra esses custos.

Estrutura: team house, bootcamps e viagens

Outro aspecto caro é a parte estrutural. A CYBERSHOKE investiu mais de US$ 126 mil em aluguel de casa para o time, além de quase US$ 50 mil em bootcamps e US$ 19 mil em viagens para LANs.

Esse tipo de despesa garante:

  • Jogadores vivendo juntos em um ambiente controlado, com boa internet e setups de qualidade.
  • Preparação intensa em períodos pré-campeonato.
  • Experiência em torneios presenciais, que é onde os grandes resultados realmente aparecem.

Do ponto de vista competitivo, faz sentido. Mas, do ponto de vista financeiro, isso rapidamente se transforma em um buraco enorme no orçamento, especialmente se o time ainda não está se classificando para eventos com grandes premiações.

Algo que muita gente esquece é que, quando você formaliza um time, deixa de ser só um grupo de amigos jogando e passa a operar uma empresa. Só em impostos e despesas legais, a CYBERSHOKE gastou cerca de US$ 49.040.

Além disso, o time ainda investiu em psicólogo esportivo, com custo aproximado de US$ 4.400. Esse é um ponto que vem ganhando força no cenário: com pressão, hate, viagens e rotina pesada de treino, suporte mental é tão importante quanto treino tático.

Por fim, a organização ainda gastou quase US$ 9 mil com jerseys e material visual, reforçando a parte de identidade da marca, vendas de merch e presença em campeonatos.

Balanço financeiro: lucro, prejuízo e riscos

Depois de ver todos esses gastos, surge a pergunta óbvia: a CYBERSHOKE deu lucro? A resposta corta um pouco da magia: não. Shoke mostrou que o projeto, no período recente, opera com prejuízo considerável.

De acordo com os dados divulgados por ele:

  • 2023: terminou com lucro de US$ 21.185.
  • 2024: fechou o ano com prejuízo de US$ 43.147.
  • 2025: até o momento, acumula prejuízo de US$ 300.603.

Somando tudo, o projeto está com um déficit superior a US$ 322 mil, sendo 2025 o ano mais pesado em termos de perdas. Isso apesar de existir receita vinda de:

  • patrocínios ligados ao time e à plataforma;
  • conteúdo produzido por Shoke e pelo elenco;
  • assinaturas premium e serviços na plataforma CYBERSHOKE;
  • apoio da comunidade e visibilidade da marca.

Ou seja, mesmo com um ecossistema relativamente forte – plataforma, público consolidado e marca conhecida – é extremamente difícil fazer com que um time de CS2 nessa faixa de nível seja financeiramente sustentável no curto prazo.

Isso expõe uma realidade importante: para muitos donos de organização, esports é um investimento guiado mais por paixão do que por retorno imediato. E Shoke deixa isso bem claro nas falas dele.

O grande objetivo: stickers de Major no CS2

Com tanto dinheiro envolvido e tanto risco, qual é o fim dessa história para Shoke? Ele mesmo respondeu: o grande sonho é ver a CYBERSHOKE em um Major de CS2 e garantir stickers in-game da organização e dos jogadores.

No ecossistema de Counter-Strike, ter um sticker em Major é quase como ser eternizado no jogo. As cápsulas e adesivos continuam disponíveis no inventário dos jogadores, viram item de coleção e podem até valorizar com o tempo, dependendo da história daquela line-up.

Para Shoke, mais do que levantar troféus, o objetivo é:

  • ver a marca CYBERSHOKE dentro do próprio CS2;
  • dar aos jogadores a chance de terem seus stickers estampados nos inventários de fãs do mundo todo;
  • alcançar um marco simbólico que justifique todos os anos de investimento.

Ele mesmo admite que não está obcecado por títulos tradicionais; o que ele mais quer é chegar ao Major e ganhar o direito aos stickers. Na visão dele, isso seria o suficiente para dizer que o projeto "deu certo" – e só então ele poderia, nas palavras dele, "finalmente descansar".

Lições para donos de organizações e para a cena tier 2/3

A postura transparente de Shoke traz várias lições para quem acompanha esports ou pensa em investir em um time de CS2.

Esports ainda é um negócio de alto risco

Mesmo com:

  • uma plataforma consolidada por trás;
  • um influenciador grande como rosto do projeto;
  • estrutura profissional de casa, bootcamps e staff;
  • time competitivo com resultados sólidos;

a CYBERSHOKE ainda opera no vermelho em boa parte do tempo. Isso reforça que, sem acesso à elite tier 1, dificilmente uma organização se mantém saudável financeiramente apenas com premiação e patrocínios médios.

Importância de ter marca e plataforma próprias

Se não fosse a plataforma CYBERSHOKE em si – com servidores, serviços e comunidade – é bem provável que o projeto fosse inviável. A equipe funciona tanto como:

  • ferramenta de marketing para a marca;
  • meio de gerar conteúdo e engajamento;
  • sonho esportivo do próprio fundador.

Isso mostra que, para muitas organizações, ter produtos paralelos (plataformas, serviços, conteúdo, skins, merch) é essencial para diminuir o impacto do prejuízo competitivo.

Transparência fortalece a comunidade

Ao divulgar números tão sensíveis, Shoke aproxima ainda mais a comunidade do projeto. Torcedores passam a entender o peso financeiro de cada decisão, a dificuldade de montar elenco e o motivo de alguns cortes ou mudanças.

Essa transparência também contribui para o debate global sobre sustentabilidade em esports: quantos projetos desse nível existem hoje, rodando no prejuízo, sem que o público faça ideia?

CS2 skins, economia do jogo e como aproveitar a UUSKINS

Quando falamos de dinheiro dentro do CS2, não dá para ignorar outro pilar importantíssimo da economia do jogo: as skins. Enquanto organizações investem centenas de milhares de dólares em times, muitos jogadores movimentam valores consideráveis apenas negociando itens virtuais.

Skins de armas, facas e luvas viraram uma parte central da experiência no CS2. Elas não afetam o gameplay, mas influenciam estilo, identidade e até o vínculo emocional com o jogo. E isso cria um mercado enorme para quem quer:

  • montar um inventário estiloso sem gastar tanto;
  • fazer trade-up inteligente;
  • vender skins que não usa mais para recuperar parte do investimento;
  • aproveitar oportunidades em itens desvalorizados.

Se você gosta da cena competitiva, acompanha times como a CYBERSHOKE e quer construir seu próprio setup visual dentro do jogo, vale muito a pena olhar para plataformas especializadas em negociação de skins.

Na comunidade brasileira, uma opção prática para quem quer comprar e vender itens de CS2 e CS:GO com comodidade é a cs2 skins na UUSKINS. Lá você encontra:

  • mercado organizado, com filtros por preço, tipo de item e qualidade;
  • itens para todos os bolsos, desde skins mais acessíveis até colecionáveis mais raros;
  • interface em português, o que facilita muito a vida de quem não quer ficar se perdendo em sites estrangeiros;
  • oportunidade de renovar o inventário sem precisar depender apenas da sorte de caixas.

Se você ainda tem itens mais antigos de CS:GO e quer dar uma modernizada ou simplesmente transformar inventário em saldo, também pode usar a plataforma para negociar csgo skins. É uma forma de conectar a paixão pela estética do jogo com um uso mais racional do seu dinheiro.

Enquanto Shoke investe quase um milhão de dólares para ver a marca CYBERSHOKE eternizada em stickers de Major, você pode, em escala bem menor, personalizar sua experiência no CS2 usando skins que tenham a ver com a sua história no jogo – seja apoiando coleções de times, seja montando seu próprio tema.

Conclusão: o futuro da CYBERSHOKE e do projeto de Shoke

A história de Shoke e da CYBERSHOKE Esports é um retrato muito claro da fase atual dos esports: paixão extrema aliada a custos altíssimos e retorno incerto. Em menos de três anos, quase US$ 1 milhão já foi canalizado para tentar transformar uma marca de servidores comunitários em uma organização competitiva relevante no CS2.

Apesar dos prejuízos recentes, Shoke deixou claro que não pretende desistir. Ele gosta de viajar com o time, viver o clima de bootcamp, competir em LANs e fazer parte do dia a dia de uma equipe profissional. Mas, acima de tudo, o alvo continua o mesmo: chegar a um Major e garantir os stickers da CYBERSHOKE dentro do jogo.

Para a comunidade, a mensagem é dupla:

  • por um lado, é inspirador ver alguém disposto a apostar tão alto no cenário;
  • por outro, é um alerta sobre o quão desafiador é transformar paixão em negócio sustentável em esports.

Se você curte esse universo, acompanha a cena competitiva e quer, à sua maneira, também deixar sua marca no CS2, explorar o mercado de skins e plataformas como a UUSKINS é um caminho bem mais acessível do que tentar bancar uma organização inteira. Seja como for, histórias como a da CYBERSHOKE mostram que, por trás de cada time que você vê em um placar da HLTV, existe alguém pagando uma conta muito maior do que aparece na tela.

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