- Milagre em Budapeste: o que aconteceu com a FaZe?
- O caminho da FaZe no StarLadder Budapest Major
- Broky: do banco ao protagonismo
- jcobbb: o novato que explodiu nos pistol rounds
- Karrigan e a mente por trás do milagre
- O estilo "FaZe b*" e o problema da consistência
- Pistols, Round 2 e por que isso importa tanto
- FaZe em 2026: renascimento real ou regressão à média?
- Para quem vive CS2: skins, economia e onde comprar com segurança
Milagre em Budapeste: o que aconteceu com a FaZe?
A temporada de 2025 da FaZe Clan em Counter-Strike 2 parecia um longo adeus. Resultados fracos, mudanças no elenco, estrelas em má fase e a sensação geral de que a "mágica da FaZe" tinha ficado no passado. A reta final do ano, porém, trouxe um roteiro digno de filme: uma campanha milagrosa no StarLadder Budapest Major, saindo desde o Stage 1 até a grande final.
Mas a pergunta que realmente importa para quem acompanha o cenário é simples: isso foi um renascimento duradouro ou apenas um último suspiro de genialidade?
Neste artigo, vamos destrinchar a campanha da FaZe em Budapeste, o papel decisivo de jogadores como broky, jcobbb, frozen e, claro, o impacto do IGL karrigan. Também vamos analisar os números, falar da famosa "FaZe b*" e projetar o que essa corrida histórica realmente significa para o futuro da organização.
O caminho da FaZe no StarLadder Budapest Major
A narrativa da FaZe no Major de Budapeste começou, na prática, à beira do abismo. O time chegou ao torneio sob forte desconfiança:
- EliGE não encaixou como muitos esperavam;
- Nem mesmo s1mple, em sua passagem, conseguiu "consertar" o time;
- rain, um dos pilares históricos da FaZe, havia deixado a line-up;
- O substituto, jcobbb, sofria para se adaptar ao tier 1;
- broky vinha de um dos anos mais apagados da sua carreira;
- Havia rumores de que esse poderia ser o último grande torneio de karrigan como jogador profissional.
Com esse contexto, ninguém colocava a FaZe entre as principais favoritas. E quase deu tudo errado logo no início.
Quase eliminada ainda no Stage 1
No Stage 1, a FaZe ficou a poucos instantes de uma eliminação precoce. Em um jogo de vida ou morte contra a RED Canids, a equipe esteve literalmente a meio segundo de ir para casa. Um detalhe em um post-plant, uma smoke que não foi usada no defuse adversário, e o torneio inteiro teria outra história.
Logo depois, a FaZe voltou a ficar à beira da eliminação contra a Fluxo. Perdendo, pressionados, em um cenário onde qualquer erro seria fatal, o time emplacou uma sequência de nove rounds consecutivos para virar o jogo. Esse momento funcionou como um gatilho emocional: a partir dali, a FaZe parecia outro time.
Esses dois jogos sintetizam bem o que foi a campanha: uma dança constante com a eliminação, decidida no detalhe, em partidas em que a FaZe ganhou rounds improváveis de forma que só a FaZe parece capaz de fazer.
Do Stage 1 até a final do Major
Da quase queda no Stage 1 à histórica classificação para a final, a FaZe se tornou a primeira equipe a ir do Stage 1 até a grande decisão de um Major no novo formato. No caminho, passou por times preparados para vencê-la taticamente, mas foi carregada por uma combinação de:
- ascensão individual de broky e jcobbb;
- impacto silencioso, porém constante, de frozen;
- estruturas táticas sólidas em mapas-chave, especialmente Nuke;
- a volta do DNA de clutch que marcou os melhores momentos da FaZe em 2022.
Não foi uma campanha limpa, não foi dominante, mas foi histórica. E, por isso mesmo, levanta a dúvida: o que foi talento sustentado, e o que foi pura variância e momento?
Broky: do banco ao protagonismo
Se existe um nome que simboliza a transformação da FaZe em Budapeste, é o de Helvijs "broky" Saukants. O "Latvian Laser" vinha de um ano irregular, com um rating médio em 2025 em torno de 1.04 – bem abaixo do que se espera de um AWPer desse calibre. Isso foi tão sério que ele chegou a ser temporariamente afastado da equipe.
No Major, tudo mudou.
A evolução de broky por estágios
Olhar a evolução de broky ao longo do Major ajuda a entender o impacto dele:
- Stage 1: rating na casa de 0.96 – discreto, nada demais;
- Stage 2: leve subida, com partidas fortes como um jogo com rating de aproximadamente 1.49 contra times médios;
- Stage 3: explosão real, chegando perto de 1.19 de rating, sendo decisivo contra equipes como The MongolZ e 3DMAX;
- Playoffs: mesmo com alguns mapas apagados, manteve impacto alto, especialmente nas séries contra MOUZ e Vitality.
Essa curva não é só um detalhe estatístico. Ela mostra que broky foi se soltando à medida que a FaZe sobrevivia. A confiança voltou, os peeks agressivos reapareceram, e o time pode finalmente voltar a jogar de acordo com o seu estilo histórico: apostando em 3vX e clutches, confiando que a mira dos seus jogadores resolveria rounds perdidos.
Por que broky é tão importante para o estilo FaZe
A FaZe sempre foi um time que vive no limite. Desde 2022, a equipe baseou muito do seu sucesso em:
- trocas agressivas no meio da rodada;
- tomadas de espaço arriscadas com o AWPer;
- tipos de rounds que dependem de estrelas em alta forma.
Quando broky cai de nível, esse estilo simplesmente não funciona. O time passa a perder mid rounds, a depender demais de execuções táticas "perfeitas" e perde o medo zero que sempre definiu a FaZe.
Em Budapeste, broky voltou a ser aquele cara que:
- abre espaços com picks difíceis;
- ganha 1v2 que mantêm o time vivo no mapa;
- dá confiança para karrigan chamar rounds mais soltos.
A dúvida, porém, é quanto tempo esse nível é sustentável. Se ele voltar ao rating "mediano" de 2025, a FaZe perde boa parte da base que tornou essa corrida do Major possível.
jcobbb: o novato que explodiu nos pistol rounds
Quando Jakub "jcobbb" Pietruszewski entrou na FaZe, as críticas foram imediatas. Substituir um veterano como rain é um desafio enorme, e o polonês parecia sentir o peso dessa responsabilidade. No início do Major, isso ficou claro: rating abaixo de 1.00 no Stage 1, impacto limitado, dificuldades principalmente do lado CT em alguns mapas.
Mas, assim como broky, jcobbb cresceu muito ao longo do torneio.
Da dificuldade ao crescimento no Major
Os números de jcobbb ilustram bem a curva de evolução:
- Stage 1: rating em torno de 0.97 – abaixo da média, inseguro;
- Stage 2: salto para cerca de 1.25 – muito mais presença, melhores decisões;
- Stage 3: manutenção em algo como 1.24 – consistência real começando a aparecer.
O destaque maior, porém, veio em um detalhe muitas vezes subestimado, mas crucial em playoffs de Major: os pistol rounds.
O rei dos pistol rounds
Durante o Stage 3 e os playoffs, jcobbb teve um rating em pistol rounds próximo de 1.98, algo absurdo, ficando atrás apenas de nomes como donk – e ainda jogando mais mapas do que ele. Isso significa que, em um dos rounds mais importantes de cada metade, jcobbb constantemente colocava a FaZe em vantagem.
Pistol rounds são especialmente importantes no CS2 porque:
- definem o ritmo da metade;
- facilitam construir a economia;
- podem transformar um mapa equilibrado em uma vitória tranquila.
Ter um jogador que rende tanto nesses rounds é um luxo. E a FaZe soube aproveitar isso, criando muitas partidas onde começava na frente e mantinha a pressão no adversário.
Mas nem tudo é perfeito
Apesar dos bons números, ainda há pontos de preocupação. Analistas como elmapuddy já mostraram em breakdowns táticos como Vitality conseguiu explorar falhas posicionais de jcobbb, especialmente em mapas como Overpass. Em nível de Major, cada time prepara anti-strats pesados em cima dos elos mais fracos do adversário – e, por enquanto, jcobbb ainda é um alvo óbvio.
A boa notícia é que o Major mostrou evolução nítida. A má notícia é que o cenário atual de CS2 é extremamente acelerado: com torneios toda semana, só mantém o status de top team quem consegue performar bem por meses, não por um torneio só.
Karrigan e a mente por trás do milagre
Falar de FaZe sem falar de Finn "karrigan" Andersen é impossível. O veterano dinamarquês já provou, ao longo da carreira, que é um dos maiores IGLs da história do Counter-Strike. Em Budapeste, ele acrescentou mais um capítulo a essa narrativa.
O domínio em Nuke e a força do gameplan
Um dos aspectos mais chamativos da campanha da FaZe foi o controle absoluto de Nuke. Times como MOUZ e Vitality – ambos extremamente bem preparados – pareceram perdidos em vários momentos contra as chamadas de karrigan no mapa.
O que fez a diferença:
- anti-strats bem estudados – leitura de tendencies, variações de saída, timings específicos;
- execuções que jogavam os adversários para fora de posição;
- calls adaptativas nos mid rounds, explorando qualquer brecha encontrada.
Mesmo sem ser um fragger dominante, karrigan mostrou porque ainda é tão valioso: ele consegue entregar planos de jogo que dão conforto para suas estrelas e colocam os adversários em situações desconfortáveis o tempo todo.
Liderança emocional: rindo na cara da derrota
Em um Major, a parte mental importa tanto quanto a mecânica. E nas player cams ficou claro o peso da liderança emocional de karrigan. Mesmo perdendo de forma dura, mesmo tomando runs longas, o dinamarquês:
- não demonstrava desespero;
- mantinha o time motivado e focado;
- com frequência parecia estar se divertindo sob pressão.
Em uma das últimas partidas da campanha, a FaZe chegou a estar perdendo 11–1, e ainda assim karrigan aparecia sorrindo, chamando o time para reagir. Esse tipo de atitude passa uma mensagem clara: não acabou até o último round. E, para uma equipe que vive de reviravoltas, isso é ouro.
O estilo "FaZe b*" e o problema da consistência
A FaZe construiu sua identidade em cima de um estilo de jogo único. Quem acompanha o time há anos sabe exatamente do que se trata quando alguém fala de "FaZe b*": aqueles rounds absolutamente improváveis, em 3v5, 2v4, em que, por algum motivo, você já sente que a FaZe vai ganhar.
Esse estilo é lindo de assistir e cria highlights memoráveis, mas vem com um problema enorme: não é sustentável a longo prazo.
Por que esse estilo é tão perigoso para o próprio time
Jogar constantemente para recuperar rounds em desvantagem, confiando em:
- aim absurdo das estrelas;
- clutches impossíveis;
- leituras agressivas sem tanta estrutura;
funciona muito bem quando todos os jogadores estão "voando". Isso aconteceu, por exemplo, na primeira metade de 2022, com broky, Twistzz e ropz todos em um nível estratosférico. O resultado foi uma sequência de títulos que colocou a FaZe no topo do mundo.
Mas quando a forma individual cai – o que é inevitável em algum momento – esse mesmo estilo vira um peso. Você continua forçando rounds arriscados, mas sem o mesmo nível de mira e confiança para converter. A consequência é aquela FaZe extremamente "streaky": horas parece o melhor time do mundo, horas parece completamente perdida.
Regressão à média: o fantasma no horizonte
No longo prazo, todo jogador tende a voltar a uma média. A pergunta que precisa ser feita é: o nível mostrado no Major é a nova realidade da FaZe ou um pico temporário?
Alguns sinais de alerta:
- broky vinha de um ano mediano, e um torneio não é prova absoluta de recuperação;
- jcobbb ainda comete erros de posição que times de elite sabem explorar;
- vários jogos do Major foram vencidos em detalhes improváveis, difíceis de repetir consistentemente.
Se a FaZe quiser que essa campanha seja o início de um renascimento, e não um último milagre, precisará encontrar um equilíbrio melhor entre:
- um jogo estruturado que não dependa tanto de milagres;
- e a liberdade criativa que sempre foi marca registrada do time.
Pistols, Round 2 e por que isso importa tanto
Um dos fatores mais subestimados no sucesso recente da FaZe está nas estatísticas de pistol rounds. Nos últimos meses, a equipe tem três jogadores entre os 12 com melhor rating em pistols: jcobbb, Twistzz e frozen. O resultado disso é uma taxa de vitória em pistols na casa dos 62,2%, algo próximo da elite mundial e rivalizando com equipes como a MOUZ.
Por que pistol rounds são tão valiosos no CS2
No CS2, ganhar o pistol tem impacto enorme, porque:
- abre a metade com vantagem econômica;
- permite punir forçados fracos do adversário;
- acelera o caminho até as primeiras armas completas com utilitárias.
Uma equipe que ganha pistols regularmente começa muitos mapas com placares de 3–0 ou 4–1, o que alivia a pressão e dá margem para errar mais tarde. No Major, isso ajudou muito a FaZe a:
- fugir de resets econômicos dolorosos;
- manter o ritmo quando o adversário ameaçava voltar para o jogo;
- virar mapas que pareciam complicados no papel.
O próximo passo: converter melhor o Round 2
Mesmo com todos esses pontos fortes em pistols, ainda há espaço para melhorar. Um desafio para a FaZe é converter com mais frequência o Round 2 após vencer o pistol, evitando:
- perder para forçados com MP9, pistolas e armas roubadas;
- devolver a vantagem econômica logo em seguida.
Se a equipe conseguir alinhar:
- alta taxa de vitória em pistols;
- bom aproveitamento em Round 2;
- nível individual estável das estrelas;
ela tem tudo para prolongar a fase positiva além do Major.
FaZe em 2026: renascimento real ou regressão à média?
O StarLadder Budapest Major, por si só, já garante à FaZe um lugar especial na história do CS2. Mas, quando falamos de cenário competitivo moderno, um torneio não define uma era – define, no máximo, um momento.
Sinais positivos para o futuro
Do lado otimista, a FaZe pode levar de Budapeste:
- prova real de que broky ainda pode jogar em nível de superstar;
- evidências de que jcobbb tem teto alto, principalmente em situações de pistol;
- confirmação de que frozen é um pilar consistente para o time;
- a certeza de que, enquanto tiver karrigan, a equipe terá um IGL capaz de brigar em alto nível.
Alertas que não podem ser ignorados
Do lado mais cauteloso, existem riscos claros:
- Campanhas baseadas em "milagres" tendem a ser difíceis de replicar em sequência;
- o estilo "FaZe b*" continua altamente dependente de forma individual;
- as falhas defensivas de jcobbb, já mapeadas, serão cada vez mais exploradas;
- em um calendário com torneios praticamente semanais, consistência é mais valiosa do que pico.
No fim das contas, a campanha em Budapeste parece mais um milagre perfeitamente executado do que um sinal claro de dominância futura. Mas isso não diminui seu peso histórico – apenas coloca uma pressão extra na FaZe para provar, nos próximos campeonatos, que esse desempenho não foi um acaso.
Para quem vive CS2: skins, economia e onde comprar com segurança
Se você acompanha o cenário profissional e vive CS2 diariamente, sabe que skins são uma parte essencial da experiência. Elas não mudam o resultado dos jogos, mas fazem parte do estilo, da identidade e até do entretenimento – tanto para quem joga quanto para quem assiste.
Skins como parte da identidade do jogador
Quando você vê um jogador profissional puxando uma AWP com skin icônica, um AK com pattern raro ou uma faca extremamente cara, isso mexe com o imaginário da comunidade. No matchmaking ou no FACEIT, ter um inventário estiloso não traz vantagem competitiva, mas:
- torna o jogo mais prazeroso de jogar e assistir;
- reflete seu estilo – seja minimalista, colorido ou tryhard total;
- pode até virar um "ritual" psicológico antes de ranked.
Além disso, com o tempo as skins se tornaram uma forma de investimento digital. Muitos jogadores começaram apenas pela estética e acabaram descobrindo a parte econômica do jogo.
Onde comprar skins de CS2 com segurança
Se você pretende montar ou melhorar seu inventário, é fundamental escolher plataformas seguras e com boa reputação. Uma opção focada no público brasileiro é a uuskins, onde você encontra:
- mercado ativo de cs2 skins com variedade de armas, facas e luvas;
- possibilidades para negociar, comprar e vender csgo skins herdadas do inventário de CS:GO;
- interface em português e foco no público local, facilitando pagamentos e suporte.
Ao usar mercados dedicados, você geralmente encontra:
- preços mais competitivos do que na própria Steam;
- maior controle sobre compra e venda;
- possibilidade de tratar skins também como um pequeno ativo digital, se for do seu interesse.
Dicas rápidas para quem está montando inventário
Se você se inspira em campanhas como a da FaZe em Budapeste e quer deixar seu inventário à altura, algumas dicas úteis:
- Defina um orçamento antes de começar a comprar;
- Priorize skins para armas que você realmente usa com frequência;
- Pesquise variações de float e stickers, que podem valorizar o item;
- Evite comprar por impulso – compare preços em plataformas como a cs2 skins da uuskins para não pagar mais caro que o necessário;
- Se for revender, acompanhe tendências do mercado e atualizações de caixa/coleção.
Assim como a FaZe buscou se reinventar em Budapeste, você também pode dar uma nova cara à sua experiência no CS2 – seja subindo de nível competitivo, seja deixando seu inventário mais estiloso e alinhado com o cenário profissional.
No fim, o Major de Budapeste deixou claro que, mesmo quando todos duvidam, ainda existe vida no velho monstro chamado FaZe Clan. Resta saber se essa chama vai se tornar um incêndio duradouro em 2026 ou se ficará lembrada como um último grande milagre em um dos palcos mais importantes do Counter-Strike.








