Falcons vs PARAVISION na grande final CS2 Bounty Winter 2026

janeiro 25, 2026
Counter-Strike 2
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Falcons vs PARAVISION na grande final CS2 Bounty Winter 2026

Resumo da grande final Falcons vs PARAVISION

O BLAST Bounty Winter 2026 abriu a temporada de Counter-Strike 2 com um roteiro perfeito de underdog. De um lado, a Team Falcons, que já vinha colecionando vitórias sobre gigantes como a Vitality. Do outro, a PARAVISION, que surpreendeu o circuito inteiro ao derrubar equipes consagradas e chegar à decisiva.

A grande final é disputada em MD5 (melhor de cinco mapas), valendo o primeiro troféu grande de CS2 de 2026. A série junta dois estilos distintos: a estrutura e profundidade tática da Falcons contra a agressividade confiante da PARAVISION, impulsionada pela chegada de Ivan "zweih" Gogin.

Mais do que um troféu, esse confronto define o tom da temporada até o Major de Colônia 2026 e serve como um laboratório de luxo para o meta atual, principalmente no mapa Anubis, recém-reintroduzido no Active Duty.

Formato do torneio e da série

O BLAST Bounty Winter 2026 começa com qualificatórias online e termina em Finais presenciais (LAN), seguindo a identidade da série Bounty: times com menor colocação no ranking têm o direito de escolher seus adversários em algumas etapas, criando cruzamentos pouco convencionais e muitas oportunidades para zebras.

Na grande final entre Falcons e PARAVISION, o veto e a escolha de mapas resultam no seguinte veto draft:

  • Mapa 1 – Mirage (pick da Falcons)
  • Mapa 2 – Dust II (pick da PARAVISION)
  • Mapa 3 – Inferno (pick da Falcons)
  • Mapa 4 – Ancient (pick da PARAVISION)
  • Mapa 5 – Anubis (decider)

Antes do começo da série, o placar oficial ainda está em 0:0 para todos os mapas, reforçando que não há vantagem prévia: é literalmente o primeiro grande teste de fäctico da temporada.

Trajetória da Team Falcons no Bounty Winter 2026

A caminhada da Team Falcons até a final mistura problemas pessoais, ajustes de elenco de última hora e resultados que, na prática, reforçam o status da equipe como uma das potências emergentes do CS2.

Mudanças no elenco e problemas nos bastidores

O começo de 2026 não foi simples para a Falcons. Por questões de documentação e viagem, Matej "Nucleonz" Trajkoski precisou ser chamado da Falcons Force para substituir Maksim "kyousuke" Lukinc na LAN do Bounty Winter.

Além disso, o treinador lendário Danny "zonic" Sørensen não pode comandar a equipe durante os playoffs presenciais, sendo substituído pelo assistente Aymein "Aymeinstein" Bencheikh. Zonic precisou se ausentar por um motivo extremamente delicado: viajou para o funeral de seu irmão. Apesar disso, a base tática e a identidade do time mostraram-se fortes o suficiente para resistir à turbulência.

Classificação online e estágio inicial

Nas qualificatórias online, a Falcons fez o dever de casa contra equipes com menor seed, mas que ainda assim representam perigo no CS2 atual:

  • Vitória sobre ECSTATIC
  • Vitória sobre Monte, que vinha de um triunfo surpreendente contra a NAVI

Esses jogos mostraram uma Falcons segura em mapas confortáveis, apostando em execuções bem treinadas e aproveitando erros de comunicação dos adversários. Monte, em especial, foi uma pequena prova de fogo, pois já havia eliminado a NAVI na rodada inicial.

Quartas de final contra Team Liquid

Graças ao formato Bounty, a Falcons acabou enfrentando um adversário teoricamente mais acessível nas quartas: a Team Liquid. Mesmo assim, a série passou longe de ser treino.

A Falcons venceu por 2:0, mas com um jogo bem apertado em Nuke, decidido em 16:14 com direito a overtime. Essa partida evidenciou dois pontos importantes:

  • A Falcons tem um CT side consistente, capaz de se manter firme em situações de alta pressão.
  • Com Nucleonz no elenco, o time não perde tanto em sinergia quanto se poderia imaginar para uma mudança emergencial.

Semifinal épica contra Vitality

O grande teste da Falcons veio na semifinal contra a Team Vitality, uma das line-ups mais temidas do mundo e atual campeã do Budapest Major 2025. Esse confronto já tinha um peso histórico: a Falcons havia vencido a Vitality no BLAST Rivalry 2025, em Hong Kong, e chegou a repetir o feito aqui.

A série foi muito equilibrada. Em Anubis, a Vitality mostrou força e venceu por 13:6, provando que ainda domina bem o mapa nesse novo metagame. No entanto, a Falcons encaixou seu jogo nos outros mapas, aproveitou as janelas de erro da Vitality e garantiu a vaga na grande final.

O resultado coloca a Falcons em uma posição clara: não é mais um projeto promissor, é um contender real para títulos grandes em 2026.

PARAVISION: a surpresa reforçada por zweih

A PARAVISION é o verdadeiro conto de underdog do BLAST Bounty Winter 2026. Depois de uma boa campanha no StarLadder Budapest Major 2025, o time chega em 2026 mais forte, tanto em resultado quanto em narrativa.

A chegada de zweih e o novo ritmo

O grande reforço da PARAVISION para 2026 é a entrada de Ivan "zweih" Gogin, que deixou a Team Spirit após uma etapa conturbada. A chegada dele não é só uma troca de nomes: muda completamente o teto da equipe.

Zweih traz experiência em jogos decisivos, leitura rápida de mid-round e um impacto mecânico que permite à PARAVISION jogar com mais confiança em duelos diretos, especialmente em mapas como Dust II e Anubis.

Escolhas de adversários e caminho pelas qualificatórias

Por estar mais abaixo no ranking VRS, a PARAVISION pôde escolher adversários na fase de qualificatória do BLAST Bounty, um dos pontos mais peculiares do formato.

Em vez de arriscar contra gigantes em alta, a equipe optou por caminhos considerados mais seguros:

  • Enfrentou e venceu a ENCE
  • Depois, superou a Astralis

Essas escolhas foram estratégicas: apesar de ENCE e Astralis terem nomes pesados, não estavam no auge em termos de forma recente, o que abriu espaço para a PARAVISION se consolidar com vitórias importantes sem encarar logo de cara o topo do ranking.

Quartas de final: “vingança” contra Team Spirit

Nas quartas de final LAN, o destino resolveu colocar zweih frente a frente com seu ex-time: Team Spirit. O confronto terminou 2:1 para a PARAVISION, em uma das séries mais emocionantes do torneio.

Além do peso emocional, o jogo mostrou como zweih encaixa perfeitamente na dinâmica da equipe: rounds em que ele abre espaço com entry kills precisas e outros em que sua experiência em rotações garantem retakes ou defesas aparentemente perdidas.

Semifinal dominante contra FURIA

Na semifinal, a PARAVISION encara a FURIA, equipe que vinha em alta desde a segunda metade de 2025, com direito a título no BLAST Rivals Fall.

Mesmo assim, a série foi toda da PARAVISION: FURIA não conseguiu tirar um mapa sequer. O resultado é emblemático por dois motivos:

  • Valida a PARAVISION não apenas como zebra, mas como um projeto competitivo sério.
  • Acende o alerta na FURIA, que tem ambições de Major, mas sai do Bounty Winter sem um grande destaque.

Somente por chegar à grande final, a PARAVISION já pode considerar o BLAST Bounty Winter 2026 um sucesso absoluto. E ainda tem mais pela frente: a equipe já está classificada para a fase online da ESL Pro League Season 23, o que dará mais amostras para entender se esse desempenho é pontual ou o início de um ciclo forte.

Análise dos mapas da grande final

A definição de mapas da MD5 Falcons vs PARAVISION é um reflexo direto das forças e confortos de cada equipe no meta atual de CS2.

Mirage: o território de confiança da Falcons

Mirage, como primeiro mapa e pick da Falcons, é um clássico. A equipe costuma mostrar:

  • Execs bem estruturadas no bombsite A, com uso intenso de smokes profundas e mollies de reposicionamento.
  • Domínio de meio com boa sincronia entre AWPer e riflers, o que dificulta bastante retakes e rotações inimigas.

Para a PARAVISION, parar essa Mirage exige timings agressivos pelo meio e puxadas rápidas por underpass ou B apps, quebrando o ritmo de execução da Falcons antes do setup final.

Dust II: a arma da PARAVISION

Dust II é o pick da PARAVISION e faz todo sentido com a presença de zweih. É um mapa excelente para:

  • Entries confiantes na Long A.
  • Trabalhos de pick individual com o AWP nas regiões de meio e catwalk.

Se a Falcons não estiver precisa nas smokes de cross e no controle de meio, a PARAVISION pode criar rounds explosivos, fechando halves com muitos pontos no lado TR.

Inferno: o xadrez tático da Falcons

Inferno é um mapa que recompensa disciplina e coordenação, duas qualidades que a Falcons tem de sobra. As principais armas do time aqui costumam ser:

  • Controle organizado da Banana, negando espaço para explosões TR.
  • Execs tardias no A, esgotando utilitárias adversárias e forçando retakes desconfortáveis.

Para a PARAVISION, a chave é evitar ficar previsível: alternar rounds de explosão rápida com defaults mais lentos, para fazer a Falcons errar leituras de rotação.

Ancient: o labirinto da PARAVISION

Ancient é o pick da PARAVISION e costuma favorecer times com boa coordenação de utilitária e aim forte em duelos curtos. É um mapa onde zweih pode brilhar em avanços por meio e lutas por controle de A main.

A Falcons, por sua vez, precisa de uma defesa bem treinada para lidar com execs rápidas em B e splits pelo meio. Se falhar em manter informação, o mapa pode rapidamente sair do controle.

Anubis: o decider e o novo meta

Anubis ser o último mapa é simbólico: ele representa a mudança de era no CS2, após a saída de Train e as alterações trazidas pelo patch da Premier Season 4. O mapa já apareceu em diversos confrontos do torneio, inclusive:

  • Em jogos de FURIA, Vitality e PARAVISION.
  • Na semifinal, onde a Vitality venceu a Falcons em Anubis por 13:6.

Chegar a esse decider coloca um peso mental grande na Falcons, que já tem uma derrota fresca ali, e abre espaço para a PARAVISION tentar abusar disso com execs explosivas e controle agressivo de meio e A.

Desempenho dos grandes times no início de 2026

Como primeiro grande evento com qualificatória aberta da temporada, o BLAST Bounty Winter 2026 não é o último termômetro do ano, mas dá uma boa ideia de como estão os gigantes do CS2.

NAVI e FaZe Clan decepcionaram no Bounty Winter. Ambas sofreram derrotas duras logo no qualificatório online:

  • NAVI caiu para a Monte.
  • FaZe perdeu para a EYEBALLERS.

Esses resultados indicam que, mesmo com nomes gigantes, o início de 2026 exige ajustes. Seja em roles, seja no entendimento de mapas como Anubis dentro do novo meta.

Vitality: ainda uma potência

A Team Vitality não chegou à final, mas fez um torneio sólido. Caiu justamente para a Falcons, em um duelo muito parelho, logo depois de um período de alta absoluta com a conquista do Budapest Major 2025.

O desempenho aqui mostra que a Vitality continua como uma das grandes forças do CS2, mesmo quando não converte todo torneio em título. Em suma: tropeço pontual, não queda de rendimento estrutural.

FURIA: resultado aquém para quem pensa em Major

A FURIA venceu 9INE, FUT e HEROIC, mas perdeu de forma contundente para a PARAVISION na semifinal. Para uma equipe que vem buscando estabilidade e sonha com campanhas fortes em Major, sair do Bounty Winter sem ao menos empurrar a MD3 para três mapas pesa.

O time mostrou potencial, mas também certa dificuldade em lidar com abordagens táticas mais flexíveis, como a da PARAVISION com zweih.

Anubis e as mudanças no map pool de CS2

O patch da Premier Season 4 chegou em um timing crítico, logo antes das Finais LAN do BLAST Bounty Winter 2026. Uma das mudanças mais sentidas foi a alteração no Active Duty, com Anubis retornando ao map pool no lugar de Train.

Isso impactou tanto as qualificatórias online quanto as partidas em LAN. Vários times usaram Anubis como arma tática, seja como escolha de conforto, seja como pick surpresa contra adversários menos preparados.

Anubis nos playoffs do Bounty Winter

Durante os playoffs, Anubis ganhou destaque em situações-chave:

  • Foi decider em FURIA vs Liquid, mostrando como times ainda estão testando limite e setups no mapa.
  • No duelo Vitality vs Falcons, foi o único mapa em que a Vitality venceu, com um domínio claro: 13:6.
  • Na grande final, Anubis aparece novamente como decider entre Falcons e PARAVISION, prova de que nenhum dos dois quer abrir mão dessa arma de meta, mesmo não sendo ainda seu mapa mais polido.

Com tantos jogos relevantes, Anubis se firma rapidamente como um dos mapas mais importantes do início de 2026. Times que dominarem esse terreno terão uma vantagem competitiva considerável nas próximas LANs.

Impacto no cenário competitivo e olho em IEM Krakow 2026

O BLAST Bounty Winter 2026 funciona como aquecimento para um calendario muito mais pesado, culminando em grandes eventos como o Major de Colônia 2026. No curto prazo, o foco se volta para o primeiro grande torneio LAN com playoffs diante de público: a IEM Krakow 2026, disputada de 28 de janeiro a 8 de fevereiro.

Alguns pontos que o Bounty Winter já deixou claros para Krakow:

  • Falcons entra na temporada como sério candidato a playoffs e possíveis títulos.
  • PARAVISION não pode mais ser ignorada como sparring partner; é uma ameaça real, principalmente para times que subestimarem o potencial de zweih.
  • FURIA, NAVI e FaZe têm trabalho a fazer se quiserem evitar novas zebras nas fases iniciais.
  • Vitality continua como referência de alto nível, apesar do tropeço.

IEM Krakow vai consolidar ou desmentir muito do que vimos no Bounty Winter. Times que chegarem bem adaptados a Anubis, Mirage e Ancient, com execução refinada e nervos em dia, largam na frente.

CS2 skins e o mercado paralelo ao cenário pro

Enquanto Falcons e PARAVISION brigam por troféu dentro do servidor, existe um outro universo se movimentando em paralelo: o mercado de skins de CS2. Toda mudança de meta, destaque de mapa ou performance de jogador pode influenciar diretamente o interesse em determinados modelos de armas e coleções.

Como o meta e os eventos afetam as skins

Quando mapas como Anubis entram em destaque em grandes torneios, cresce a visibilidade de skins associadas às coleções desse mapa ou às armas mais usadas nele. Jogadores casuais e competitivos acabam procurando visuais que reflitam o que veem nas grandes transmissões.

Performances de destaques individuais também contam: se um rifler domina de AK-47 com uma skin específica ou um AWPer destrói rodadas decisivas com uma AWP icônica, a comunidade rapidamente volta os olhos para esses cosméticos.

Onde comprar e trocar skins de forma prática

Para quem acompanha o cenário competitivo e quer montar um inventário no mesmo nível de estilo das estrelas de Falcons ou PARAVISION, vale usar plataformas especializadas em skins.

Se você quer montar um arsenal visualmente impressionante ou simplesmente dar upgrade nas aparências padrão, pode explorar o mercado de csgo skins para encontrar opções em diferentes faixas de preço.

Já se sua ideia é trabalhar com trocas frequentes, aproveitando oportunidades de valor e mudança de meta, o sistema de csgo skin trade permite negociar seus itens de forma rápida e mais flexível do que depender exclusivamente do mercado interno da Steam.

Embora CS2 tenha novas etiquetas e denominações, a base econômica de skins segue muito próxima do que vimos em CS:GO, e plataformas consolidadas acabam sendo ponto de referência para quem quer acompanhar valores, ofertar ou adquirir itens específicos.

Dicas rápidas para não “queimar” no mercado de skins

  • Pesquise valores antes de comprar ou trocar; não dependa de um único preço de referência.
  • Fique de olho no meta competitivo: mapas e armas em alta muitas vezes puxam o interesse em certas skins.
  • Não invista mais do que está disposto a perder; skins são itens virtuais, e seu valor pode oscilar.
  • Priorize plataformas conhecidas para minimizar o risco de golpes e problemas em transações.

Assim como Falcons e PARAVISION estão construindo sua história no servidor, você pode construir a sua com um inventário que reflita seu estilo de jogo e sua leitura do meta. Seja caçando a próxima grande skin em alta ou apenas deixando sua AK e sua AWP mais bonitas, o mercado de skins continua sendo uma das partes mais vibrantes do ecossistema de CS2.

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