FaZe rain desabafa sobre CS2 em 2025 e fala do futuro

fevereiro 12, 2026
Counter-Strike 2
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FaZe rain desabafa sobre CS2 em 2025 e fala do futuro

Nova era do CS2 em 2025: fim das franquias e calendário aberto

O ano de 2025 marca uma virada de página para o cenário competitivo de Counter-Strike 2. Os antigos modelos de ligas franquia, com calendários mais fechados e vagas fixas, ficaram para trás. No lugar deles, surge um sistema mais aberto, com muito mais torneios, organizadores diferentes e múltiplos caminhos para chegar aos Majors.

Na teoria, isso é o sonho de qualquer fã: mais campeonatos, mais confrontos de alto nível e mais chances de ver seu time favorito em ação. Na prática, porém, a quantidade quase infinita de eventos já começa a preocupar alguns dos nomes mais experientes do cenário. Um deles é Håvard "rain" Nygaard, lenda norueguesa que marcou época na FaZe Clan e, a partir de 2026, defende o 100 Thieves.

Segundo rain, a liberdade do calendário pode facilmente virar um problema de sobrecarga, tanto para jogadores quanto para o público. E é justamente essa visão, de quem viveu o topo do CS por quase uma década, que ajuda a entender os desafios desse "novo CS2".

O que rain pensa da saturação de torneios em 2025

Com ESL, BLAST, PGL e o retorno de organizadores como StarLadder, o calendário de 2025 já começou a ficar lotado de campeonatos S-Tier. Alguns meses contam com mais de um torneio de altíssimo nível, em regiões diferentes, exigindo viagens constantes e preparação específica para cada evento.

Rain foi direto ao ponto ao comentar sobre esse cenário, destacando que as equipes vão precisar escolher melhor onde jogar e que nem tudo pode ser decidido pelo dinheiro do prêmio:

Ele deixou claro que, na visão dele, a prioridade deve ser a glória esportiva, os grandes palcos e os eventos mais prestigiados. Ao mesmo tempo, acredita que muitos times vão preferir torneios menores com premiações gordas, mesmo que isso signifique abdicar da experiência de jogar em arenas gigantes, na frente de milhares de torcedores.

O norueguês também apontou o principal risco dessa avalanche de campeonatos: a saturação. Com tanto evento acontecendo um atrás do outro, é inevitável que parte do público comece a "escolher" o que assistir, deixando outros torneios com números bem abaixo do potencial.

Impacto mental em jogadores, staff e torcida

A crítica de rain não é só sobre marketing ou números de audiência. Ele fala muito do lado mental do jogador profissional, algo que vem ganhando cada vez mais destaque no cenário de esports.

Entre viagens, bootcamps, treinos diários, estudo de adversários e pressão por resultado, a rotina já era pesada em sistemas mais controlados de calendário. Em 2025, com ainda mais torneios disputados em sequência, o desgaste tende a bater mais forte.

Para rain, que além de ser um veterano do cenário também tem uma família jovem, a conta emocional é clara: será muito difícil se manter no auge o ano inteiro. A sensação é de estar sempre em modo competitivo máximo, sem janelas reais de recuperação.

E o impacto não fica só nos jogadores:

  • Comissões técnicas precisam preparar táticas e estudos em tempo recorde, às vezes pulando processos essenciais.
  • Analistas e comentaristas mal conseguem acompanhar tudo com profundidade, o que dilui a narrativa das temporadas.
  • Fãs acabam perdendo o senso de importância de cada torneio, já que praticamente toda semana há um título "imperdível" em jogo.

O resultado pode ser um cenário onde ninguém consegue acompanhar tudo o que gostaria e, com o tempo, o interesse médio cai — mesmo que o nível de jogo continue altíssimo.

Como o novo sistema de pontos para Major muda tudo

Uma das grandes mudanças desse novo CS2 é a forma como as equipes garantem vaga nos Majors. Em vez dos antigos sistemas de RMRs (Regional Major Rankings) e qualificatórias tradicionais, o cenário passa a girar em torno de um sistema contínuo de pontos, conquistados ao longo do ano em torneios selecionados.

Em termos competitivos, isso traz alguns efeitos importantes:

  • Times que mantêm regularidade ao longo da temporada são recompensados.
  • Organizadores disputam para que seus torneios contem mais no ranking, aumentando o peso de seus eventos.
  • Equipes de tier 1 precisam planejar cuidadosamente em quais campeonatos focar para somar o máximo de pontos possível sem colapsar mentalmente.

Rain enxerga com bons olhos a ideia de maior meritocracia ao longo do ano, mas alerta: se praticamente todo campeonato importante valer pontos decisivos, a pressão será constante. Não existe mais aquele torneio "de teste" ou evento que pode ser jogado mais relaxado. Cada partida passa a ter peso na caminhada rumo ao Major.

Estratégia da FaZe e a escolha dos torneios certos

Dentro desse contexto, a FaZe Clan — uma das organizações mais tradicionais do CS — se vê obrigada a planejar o calendário com ainda mais cuidado. Com uma lineup estrelada e veterana, a equipe não pode simplesmente aceitar todos os convites que aparecem.

Rain comentou que o time quer focar nos eventos mais prestigiados, com grandes palcos e forte relevância esportiva, e não apenas nos campeonatos de maior premiação. Segundo ele, haverá organizadores tentando criar "circuitos fechados" dentro desse cenário aberto, oferecendo incentivos para que certos times permaneçam jogando apenas em seus eventos.

Isso pode gerar pequenas bolhas no ecossistema, onde algumas equipes ficam muito associadas a um grupo de torneios, enquanto outras circulam em calendários diferentes. Para o fã, isso pode significar ver certos confrontos grandes acontecendo menos vezes — ou só em Majors.

A própria FaZe, nas palavras de rain, ainda estava ajustando internamente qual seria a abordagem ideal para 2025, tentando equilibrar descanso, performance, exposição de marca e, claro, chances reais de levantar troféus.

A fase difícil da FaZe entre 2024 e 2025

Enquanto o debate sobre saturação do calendário tomava força, a FaZe vivia um dos períodos mais turbulentos desde o início da era CS2. Depois de começar muito bem — conquistando três títulos importantes e alcançando finais consecutivas em 2023 — a equipe entrou em um jejum incômodo.

O último título de expressão tinha vindo na IEM Chengdu, em março de 2024. A partir dali, a FaZe acumulou oito eventos seguidos sem sequer chegar a uma final, resultado bem abaixo da expectativa para um elenco daquele nível.

Rain admitiu que, de certa forma, o título em Chengdu acabou deixando o time confortável demais. A sensação era de que eles estavam "no caminho certo", mas, enquanto isso, outras equipes evoluíram mais rápido e encontraram maneiras de neutralizar o estilo de jogo da FaZe.

Segundo o norueguês, o problema não era de talento nem de motivação. Era, sobretudo, uma questão de ajustes finos: redescobrir uma estrutura tática em que todos se sentissem confortáveis, encontrar novas soluções dentro do meta e recuperar a confiança coletiva que marcou o início da era CS2 para o time.

Revanche da FaZe contra a MOUZ em palco internacional

Nesse meio-tempo, um dos confrontos mais simbólicos foi contra a MOUZ. A FaZe tinha uma longa sequência de vitórias sobre a organização — sete séries consecutivas — até que, em um evento no Rio, finalmente veio a derrota.

Rain não se mostrou surpreso com o resultado. Para ele, era questão de tempo até que uma equipe forte como a MOUZ encontrasse a receita para derrubar a FaZe. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que perder essa invencibilidade criou um ingrediente extra de motivação: a vontade de buscar revanche.

Antes do BLAST Premier World Final em Singapura, rain explicou que o time tinha estudado bastante os erros daquela série no Rio e estava determinado a voltar a vencer os jovens talentos da MOUZ. A mensagem era clara: a FaZe ainda se via como um dos principais contendores a qualquer título, mesmo vindo de uma fase longe do ideal.

Esse tipo de narrativa — queda, ajuste e resposta — é justamente o que mantém o interesse do público vivo em meio à avalanche de campeonatos. Não é só sobre o resultado final, mas sobre a história construída entre as equipes ao longo das temporadas.

Do auge ao banco: rain é afastado da FaZe em 2025

Ainda que o discurso interno fosse de recuperação, a pressão por resultados fez a direção da FaZe tomar uma decisão dura em 2025. Em setembro daquele ano, após quase dez anos defendendo a organização, rain foi oficialmente movido para o banco.

O anúncio veio através das redes oficiais da FaZe, com um tom de grande respeito. Eles ressaltaram os 3.541 dias de história de rain no elenco de CS, chamando o norueguês de lenda e reforçando que sua carreira estava longe de acabar.

Para o cenário, foi o fim de uma era. Rain era um dos poucos nomes que tinham acompanhado quase toda a trajetória da FaZe no Counter-Strike, desde os tempos de CS:GO até a transição para o CS2. Ele participou de títulos históricos, campanhas memoráveis e, claro, momentos dolorosos como a final do Major de Boston.

Em termos de performance recente, 2025 foi um ano de altos e baixos para ele. Em vários eventos S-Tier, a FaZe terminou fora do top 4, um resultado aquém do que a organização costuma mirar. Ainda assim, houve destaques importantes, como um honroso terceiro lugar no PGL Bucharest 2025, mostrando que rain ainda tinha muito jogo para entregar.

Nova fase: rain chega ao 100 Thieves em 2026

O banco na FaZe, porém, não foi o capítulo final da carreira de rain. Em novembro de 2025, ele foi anunciado como novo jogador do 100 Thieves, organização que retornou com força ao CS2 em busca de construir uma lineup competitiva no tier 1.

A mudança representou uma oportunidade de recomeço para o norueguês. Em vez de encarar o banco como um passo para a aposentadoria, rain optou por abraçar um novo projeto, trazendo para o 100 Thieves toda a experiência acumulada em Majors, finais internacionais e anos jogando contra as melhores equipes do mundo.

O retrospecto recente mostrava que, mesmo em meio a oscilações, ele ainda se mantinha competitivo no mais alto nível. Em 2024, por exemplo, rain havia terminado entre os seis melhores tanto no BLAST Premier World Final quanto no Perfect World Shanghai Major, resultados respeitáveis em qualquer contexto.

Com a camisa do 100 Thieves em 2026, a expectativa da comunidade é ver como ele vai se adaptar a um novo núcleo, possivelmente mais jovem, e se conseguirá liderar, dentro e fora do servidor, uma nova geração de talentos no CS2.

CS2, skins e a realidade financeira dos jogadores

Um ponto pouco discutido quando se fala da rotina e da pressão dos pro players é a dimensão financeira do cenário. Premiações de campeonatos são importantes, claro, mas não são a única fonte de renda para jogadores e organizações.

Patrocínios, contratos de streaming, conteúdo e até o mercado de skins de CS2 entram nessa equação. Enquanto organizações pensam em que eventos jogar também pelo retorno de exposição de marca, muitos jogadores de nível alto e médio usam o mercado de itens como uma forma de investimento paralelo.

Para quem acompanha o cenário, é comum ver pro players usando skins raras em suas armas ou até mencionando negociações de inventário. Em um ambiente onde a carreira ativa pode ser relativamente curta e o desgaste mental é alto, diversificar fontes de renda é uma atitude cada vez mais inteligente.

Se você é um jogador que curte esse lado econômico do CS2 e quer estruturar melhor suas trocas, vale prestar atenção em plataformas focadas em negociação segura. Para quem procura fazer csgo skin trade com mais controle e transparência, por exemplo, existem sites especializados onde é possível vender, comprar ou trocar skins de forma prática.

Da mesma forma, se a ideia é montar um inventário estiloso sem passar horas perdido em mercados obscuros, vale explorar opções confiáveis de csgo skins com filtros de preço, tipo de item e raridade. Essa camada cosmética do jogo faz parte da cultura do CS há anos e continua forte no CS2, seja entre casuais ou profissionais.

Enquanto o calendário competitivo vai ficando mais pesado e exigente, muitos jogadores acabam usando esse universo das skins como uma forma de equilibrar a parte financeira e, em alguns casos, até como um hobby dentro do próprio jogo.

Como fãs e jogadores podem lidar com a saturação do CS2

A visão de rain sobre a saturação do cenário competitivo de CS2 em 2025 levanta uma questão relevante: como encontrar equilíbrio em um ambiente que não para de acelerar?

Dicas para fãs: escolha seus eventos e crie sua própria narrativa

Para quem acompanha CS2, tentar assistir absolutamente tudo é receita certa para burnout. Em vez disso, pode ser mais saudável:

  • Definir alguns torneios principais do ano para acompanhar de perto (Majors, grandes finais de ESL/BLAST, por exemplo).
  • Seguir alguns times favoritos e priorizar os jogos deles, em vez de tentar ver todos os confrontos.
  • Acompanhar resumos, VODs e análises em vez de todas as partidas ao vivo, quando o tempo for limitado.

Assim, cada fã cria sua própria "temporada" dentro do calendário gigante, sem perder a conexão com o cenário, mas também sem transformar o hobby em obrigação.

Dicas para jogadores e equipes: planejamento e descanso

Para os times, o recado de rain é um aviso importante: é impossível jogar tudo e se manter no auge o tempo inteiro. Alguns pontos fundamentais:

  • Escolha estratégica de campeonatos: focar em eventos que contam mais para o ranking e têm maior relevância esportiva.
  • Janelas reais de descanso: não só um ou dois dias entre viagens, mas blocos planejados para recuperação mental.
  • Trabalho com psicologia esportiva: cada vez mais essencial para lidar com pressão constante, críticas online e expectativa de desempenho.

Veteranos como rain mostram, com a própria carreira, que adaptação é tudo. Desde a época do CS:GO até o CS2, o norueguês passou por mudanças de meta, reformulações de elenco, altos e baixos de performance e, ainda assim, conseguiu se manter relevante no topo do cenário mundial por muitos anos.

Seu caminho, da FaZe ao 100 Thieves, passando por títulos, fases ruins e debates sobre o futuro competitivo do jogo, ajuda a resumir o momento atual do CS2: um cenário mais aberto, mais intenso, com mais oportunidades — mas também com cobranças muito maiores.

Para quem acompanha de perto, entender essa realidade torna cada clutch, cada título e cada mudança de time ainda mais significativa. No fim das contas, o que mantém o CS vivo são essas histórias — e rain continua escrevendo a dele dentro dos servidores.

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