- Retorno da 100 Thieves ao CS2: visão geral
- Contexto: saída do CS e motivos para voltar
- As jovens promessas da 100 Thieves
- Experiência de rain, device e gla1ve
- Estratégia de longo prazo da 100 Thieves
- Expectativas competitivas realistas
- Impacto no mercado de skins e csgo skins
- Desafios e riscos do projeto
- Conclusão: qual é o verdadeiro objetivo da 100 Thieves?
Retorno da 100 Thieves ao CS2: visão geral
A entrada da 100 Thieves em Counter-Strike 2 marca um dos projetos mais interessantes da cena em 2026. Depois de alguns anos afastada do FPS da Valve, a org norte-americana volta com uma proposta clara: construir uma base forte para o futuro, em vez de buscar resultados imediatos a qualquer custo.
Em vez de comprar um elenco pronto, com muitos pontos de ranking e nomes consagrados em CS2, a 100 Thieves decidiu montar uma line do zero, misturando jovens talentos promissores com algumas das figuras mais experientes da história do Counter-Strike. Isso, por si só, já indica que o foco não é apenas levantar troféus no curto prazo, mas criar algo duradouro.
Ao mesmo tempo, esse retorno mexe não só com o competitivo, mas também com o ecossistema em torno do jogo: torcida, criação de conteúdo, e até o mercado de csgo skins, que segue fortíssimo mesmo com a transição para o CS2.
Contexto: saída do CS e motivos para voltar
Para entender o peso desse retorno, vale lembrar que a 100 Thieves deixou o Counter-Strike em 2021, após vender seu elenco australiano. O cenário era outro: menos estabilidade de calendário, mudanças constantes e muita incerteza.
Agora, com CS2 estabilizado, circuito internacional forte e mais opções de torneios, o ambiente está muito mais propício para um projeto de longo prazo. Some isso ao fato de que a marca 100 Thieves tem um apelo gigantesco com a comunidade de FPS e de esports em geral, e o retorno ao CS2 se torna quase inevitável.
Por trás do projeto estão nomes como Graham "messioso" Pitt e Sean "seangares" Gares, figuras muito respeitadas pela visão tática e pela leitura de meta. A escolha do elenco deixa bem claro: a ideia é construir, testar, ajustar e melhorar continuamente, em vez de tentar um "all-in" com estrelas caras.
As jovens promessas da 100 Thieves
O coração do projeto da 100 Thieves em CS2 está nos seus jovens rifles e âncora. São jogadores que ainda não têm aquele status de superstar, mas que já chamaram a atenção de analistas e olheiros pelo potencial mecânico e pela maturidade in-game.
Poii e sirah: a dupla escandinava agressiva
A região escandinava sempre produziu alguns dos melhores riflers da história do Counter-Strike, e a 100 Thieves resolveu apostar forte nessa tradição. Os nomes escolhidos foram Alex "poii" Sundgren e William "sirah" Kjaersgaard, vindos de equipes como Alliance e ECSTATIC.
Ambos têm um estilo agressivo, sempre buscando espaço e duelos, com poii sendo ainda mais incisivo nas entradas. São o tipo de jogador que, se bem lapidado, pode se transformar no principal motor de mid-rounds e execuções em mapas-chave. Em um meta de CS2 em que o controle de espaço e as lutas iniciais valem muito, ter dois rifles assim é um enorme diferencial de longo prazo.
Claro que falta experiência em grandes palcos, mas isso é justamente o tipo de lacuna que um projeto como o da 100 Thieves pretende resolver: dar rodagem internacional, tempo de servidor, e estrutura de staff para que esses nomes se tornem estrelas, e não apenas bons jogadores de tier 2.
Ag1l: o âncora português confiável
Completando o trio jovem, a 100 Thieves apostou em Andrei "Ag1l" Gil, âncora português que se destacou pela SAW em 2025. Diferente de poii e sirah, o trabalho de Ag1l não é brilhar no scoreboard com muitos highlights, mas garantir segurança defensiva em posições críticas.
Os dados avançados dele, como taxa de hold acima da média, dano por round como âncora e consistência em mapas como Train e Nuke, mostram bem o perfil: um jogador que raramente entrega o bomb de graça, se posiciona bem, e ganha tempo para rotações.
Em projetos sérios de longo prazo, esse tipo de peça é fundamental. Nem todo mundo precisa ser um destaque mecânico; ter um âncora sólido é o que permite que as estrelas joguem com mais liberdade. E isso combina demais com a ideia de desenvolver poii e sirah ao longo do tempo.
Experiência de rain, device e gla1ve
Se só jovens talentos não são suficientes para bater de frente com a elite, a 100 Thieves tratou de equilibrar a equação trazendo três dos nomes mais experientes da história do CS: Håvard "rain" Nygaard, Nicolai "device" Reedtz e Lukas "gla1ve" Rossander.
Cada um deles entra em uma função nova ou em um momento diferente da carreira, o que torna o projeto arriscado, mas também extremamente intrigante.
Rain como novo IGL
Conhecido mundialmente como um dos riflers mais impactantes de todos os tempos, rain assume em 2026 um desafio diferente: ser In-Game Leader desta nova 100 Thieves. É a primeira vez que ele abraça de fato esse papel principal, após anos sendo parte vital de lineups campeãs.
O risco é evidente. Liderar significa mudar a própria forma de jogar, pensar mais no coletivo do que na própria mira, e ainda administrar a evolução de três jovens jogadores. Por outro lado, a experiência que rain acumulou jogando contra todos os estilos possíveis de times top 1-10 é um ativo gigantesco.
Se ele conseguir equilibrar impacto individual com tomada de decisão, a 100 Thieves ganha não só um IGL respeitado, mas um líder que ainda pode decidir rounds na bala quando necessário.
Device e a busca pelo antigo auge
Device dispensa apresentações: multi-campeão de Major, um dos AWPers mais consistentes da era CS:GO e sinônimo de jogo inteligente. Em 2025, porém, seus números ficaram longe do auge, o que gerou dúvidas sobre qual nivel ele ainda podia atingir em CS2.
Na 100 Thieves, ele ganha algo que fez muita diferença na sua fase mágica: a presença de gla1ve como coach e figura estratégica. Essa dupla fez história na Astralis, e muitos se perguntam se parte dessa sinergia pode ser resgatada em um novo contexto, com um elenco diferente e um meta renovado.
Se device conseguir recuperar ao menos 70–80% do seu melhor nível, a 100 Thieves já ganha um enorme upgrade em consistência. Ele não precisa ser o jogador mais explosivo do mundo; basta ser o sniper confiável que pune erros, segura avanços e decide clutches quando o time precisa.
Gla1ve e a transição para treinador
Outro ponto-chave do projeto é a decisão de gla1ve de se aposentar como jogador para assumir o papel de treinador. Se como IGL ele foi um dos mais vitoriosos da história, como coach ele ainda é uma incógnita. Mas é justamente a combinação entre sua experiência tática e a fome de provar valor em uma função nova que torna esse experimento tão interessante.
A função de gla1ve vai muito além de desenhar execs e setups. Ele precisará:
- ajudar rain a se adaptar ao papel de IGL;
- criar um sistema em que poii e sirah possam crescer sem pressão absurda;
- tirar o melhor de device dentro do meta atual de CS2;
- garantir que Ag1l esteja sempre alinhado com as rotações e planos macro.
Se ele conseguir fazer tudo isso, a 100 Thieves ganha algo raríssimo: uma comissão técnica capaz de formar jogadores, e não apenas gerir estrelas prontas.
Estratégia de longo prazo da 100 Thieves
Talvez o aspecto mais importante deste projeto seja a filosofia de longo prazo. Em vez de comprar um quinteto pronto, com pontos em sistemas de ranking como o VRS, a 100 Thieves fez uma escolha consciente de começar basicamente do zero em termos de posição no ranking.
Por que não assinar um core pronto
Durante semanas, circularam rumores de que a 100 Thieves poderia contratar um core já estabelecido, como o da GamerLegion, que traria nomes como REZ e PR para liderar a parte mecânica da line. Isso não aconteceu, e não parece ser coincidência.
Escolher jovens talentos ao invés de estrelas consolidadas tem algumas vantagens claras em um projeto de longo prazo:
- Custo de entrada menor: não há necessidade de buyouts absurdos;
- Mais margem para erro: se uma peça não encaixar, a org pode ajustar sem destruir o orçamento;
- Evolução conjunta: o time cresce junto, criando identidade própria;
- Possibilidade de revenda: se um dos jovens virar estrela absoluta, pode gerar retorno financeiro no futuro.
A mensagem implícita é clara: a 100 Thieves não quer apenas um time para "farmar" resultados imediatos, mas construir um projeto esportivo sustentável.
VRS, pontos de ranking e caminho até o topo
Sem um core com pontos já acumulados, a 100 Thieves vai precisar trilhar o caminho "tradicional" no sistema de ranking VRS: disputar LANs abertas, torneios menores e eventos regionais para subir na tabela.
Especialistas em VRS já mostraram publicamente, em lineups hipotéticas, que é possível subir relativamente rápido se o time tiver um calendário bem planejado e um bom aproveitamento em campeonatos-chave. Com o entendimento profundo que messioso tem desse sistema, a expectativa é que a 100 Thieves não fique "presa" por muito tempo nas divisões inferiores.
Mesmo assim, é importante alinhar as expectativas: esse processo exige tempo, consistência e muita adaptação, tanto no servidor quanto fora dele.
Expectativas competitivas realistas
Com tantos nomes grandes envolvidos, é natural que parte da comunidade espere resultados expressivos logo nos primeiros campeonatos. Mas, olhando friamente, não é assim que esse projeto foi desenhado.
Comparando com Vitality, Spirit, MOUZ e cia.
Hoje, o topo do CS2 é ocupado por equipes extremamente consolidadas, como Vitality, Spirit, MOUZ, Falcons, FURIA e NAVI, entre outras. São lineups com:
- muitos anos de experiência combinada no tier 1;
- stars em pleno auge mecânico;
- map pools altamente trabalhadas;
- rotinas de bootcamp e staff enormes.
Colocar a 100 Thieves de hoje lado a lado com essas organizações e esperar playoffs constantes em eventos de elite seria forçar a barra. Não é esse o objetivo imediato, e não é assim que projetos sustentáveis se formam.
No cenário atual, é muito mais realista imaginar a 100 Thieves como um time que:
- buscará se estabilizar na faixa intermediária do ranking;
- vai alternar bons resultados com torneios de aprendizado;
- terá picos pontuais, especialmente quando o meta favorecer seu estilo.
Metas para 2026 e 2027
Pensando em um horizonte de 1 a 2 anos, faz muito mais sentido estabelecer metas como:
- 2026: consolidar a identidade de jogo, definir um map pool forte de 3–4 mapas e buscar aparições constantes em eventos internacionais relevantes.
- 2027: ajustar as peças que não encaixarem, fortalecer o elenco com possíveis contratações pontuais e começar a brigar por playoffs recorrentes no tier 1.
Se a organização mantiver a paciência, e se a base do elenco se desenvolver como o planejado, não é exagero imaginar a 100 Thieves disputando de igual para igual com os gigantes do CS2 em um futuro próximo.
Impacto no mercado de skins e csgo skins
O retorno de uma marca forte como a 100 Thieves para o CS2 não mexe apenas com o competitivo. O mercado de skins, que sempre andou de mãos dadas com o Counter-Strike, também sente esse impacto, especialmente entre os torcedores que querem personalizar o inventário com combinações que reflitam o estilo do time.
Como a popularidade da equipe afeta skins
Historicamente, quando uma equipe ganha relevância ou vive um grande momento, alguns tipos de skins ficam mais procurados, seja por jogadores que querem "copiar" o loadout dos seus pro players favoritos, seja por traders que apostam nesse aumento de demanda.
Com a 100 Thieves de volta, é razoável esperar:
- maior interesse em skins usadas por rain e device em partidas oficiais;
- criação de "themed inventories" inspirados na identidade visual da organização;
- aumento de conteúdos em vídeo e stream focados em configurações de crosshair, viewmodel e skins do elenco.
Isso não significa que as skins vão "explodir" de valor automaticamente, mas sim que a visibilidade maior da equipe tende a mexer, direta e indiretamente, com a demanda por determinados itens.
Usando csgo skins com segurança na UUSkins
Para quem acompanha o novo time da 100 Thieves e quer deixar o inventário no mesmo nível do hype, é importante sempre cuidar da segurança ao negociar skins. Em vez de depender apenas da Steam Community Market ou de trocas informais, muitos jogadores têm utilizado plataformas especializadas.
Um exemplo é a csgo skin trade, onde jogadores podem comprar e vender skins com mais flexibilidade de preço e meios de pagamento em relação à Steam. Além disso, a csgo skins oferece uma experiência pensada especificamente para quem quer montar ou renovar o inventário, sem se preocupar com ofertas suspeitas ou golpes comuns em trocas diretas.
Ao usar esse tipo de plataforma, o jogador ganha:
- mais opções para encontrar a skin que combina com seu estilo ou com seu time favorito;
- camadas extras de segurança na transação;
- possibilidade de acompanhar preços e tendências do mercado com mais clareza.
Para quem quer acompanhar a jornada da 100 Thieves em CS2 com um inventário estiloso e seguro, recorrer a uma plataforma dedicada se torna parte natural da experiência.
Desafios e riscos do projeto
Mesmo com todos os pontos positivos, é importante reconhecer que a 100 Thieves está abraçando um projeto repleto de riscos.
Entre eles:
- Desempenho abaixo do esperado dos veteranos: se rain e device não conseguirem manter um nível competitivo sólido, a pressão em cima deles e da comissão técnica vai aumentar rapidamente.
- Adaptação dos jovens: nem todo talento de tier 2 se traduz automaticamente em sucesso no tier 1. A transição envolve emoções, pressão da torcida e ajustes de estilo.
- Tempo de maturação: projetos de longo prazo exigem paciência. Uma sequência de maus resultados pode gerar cobranças internas e externas por mudanças imediatas, o que poderia desviar a org do plano original.
- Concorrência feroz: enquanto a 100 Thieves constrói sua base, outros times continuam evoluindo, ajustando elencos e investindo forte em estrutura.
O caminho, portanto, não é simples. Mas, se há uma org com marca, estrutura e visão para apostar em um plano de longo prazo, essa org é justamente a 100 Thieves.
Conclusão: qual é o verdadeiro objetivo da 100 Thieves?
A volta da 100 Thieves ao CS2 mostra uma escolha estratégica clara: priorizar construção de elenco e desenvolvimento de talento em vez de resultados instantâneos. Ao misturar uma base jovem com lendas como rain, device e gla1ve, a org assume riscos calculados, mas ganha um potencial de crescimento enorme.
No curto prazo, a expectativa realista não é ver a 100 Thieves dominando o circuito, e sim aprendendo, ajustando e definindo identidade. No médio e longo prazo, se a paciência se mantiver, esse projeto tem tudo para se tornar uma das histórias mais interessantes do CS2.
Enquanto isso, para quem acompanha como torcedor ou jogador, esse retorno também é uma oportunidade de mergulhar ainda mais fundo no ecossistema do jogo: acompanhar táticas, estudar demos, e, claro, deixar o inventário no clima do competitivo usando plataformas especializadas em skins para CS2.
O tempo dirá até onde esse elenco pode chegar, mas uma coisa é certa: a 100 Thieves voltou para ficar, e não apenas para buscar um troféu rápido.













