FaZe Clan no Major de Budapeste: milagre no CS2 e impacto nos csgo skins

dezembro 19, 2025
Counter-Strike 2
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FaZe Clan no Major de Budapeste: milagre no CS2 e impacto nos csgo skins

FaZe Clan em Budapeste: milagre ou renascimento?

A temporada de 2025 da FaZe Clan em Counter-Strike 2 vinha sendo, na melhor das hipóteses, decepcionante. Trocas de elenco, estrelas em má fase e uma identidade de jogo confusa alimentavam a narrativa de que a magia da FaZe tinha acabado. O StarLadder Budapest Major parecia caminhar para ser apenas a última dança de Finn “karrigan” Andersen no palco de um Major.

O que aconteceu na Hungria, porém, contrariou todas as projeções. A FaZe não só fugiu da eliminação múltiplas vezes como cravou uma das campanhas mais improváveis da história recente dos Majors, saindo desde o Stage 1 até a grande final. Ainda assim, a pergunta que fica é direta: isso foi o início de um renascimento ou apenas um milagre de uma série de torneios?

Neste artigo, vamos destrinchar:

  • como a FaZe quase caiu ainda no Stage 1;
  • como broky e jcobbb mudaram completamente de patamar durante o Major;
  • o impacto de karrigan como IGL e líder emocional;
  • por que o estilo "FaZe b*llshit" é tão emocionante quanto perigoso;
  • e como tudo isso se conecta com o ecossistema competitivo e até com o mercado de csgo skins.

Os dois match points contra a eliminação no Stage 1

Para entender o peso da campanha, é preciso lembrar que a FaZe esteve a frações de segundo de ser eliminada ainda no Stage 1. Em um jogo eliminatório (1‑2) contra a RED Canids, a equipe europeia só sobreviveu porque Allan “history” Lawrenz não utilizou uma smoke que poderia garantir o defuse com segurança. Se aquela granada cai, possivelmente o Major de Budapeste ficaria marcado como o fim melancólico da era karrigan na FaZe.

No confronto seguinte, a história quase se repetiu. A FaZe se viu novamente na beira do precipício diante da Fluxo. Em vez de desmoronar, o time encaixou uma sequência de nove rounds consecutivos, uma virada que redefiniu o clima interno do elenco. Esses dois jogos funcionaram como choque elétrico: a partir dali, a FaZe passou a jogar como se não tivesse nada a perder.

Esse tipo de narrativa – flertar com a eliminação várias vezes antes de embalar – é clássica em campanhas de Major que entram para a história. Mas também reforça a ideia de que o que vimos em Budapeste teve uma boa dose de milagre.

O reencontro de broky com a boa fase

Se existe um jogador que simboliza essa virada, é Helvijs “broky” Saukants. O letão, apelidado de “Latvian Laser” pelos highlights que acostumou o público a ver em CS:GO, passou boa parte de 2025 irreconhecível: médias discretas, decisões questionáveis e, em determinado momento, até mesmo um período no banco.

Em Budapeste, algo destravou:

  • no Stage 1, broky ainda estava tímido, com rating próximo de 0,96;
  • no Stage 2, começou a mudar de figura, com um salto após uma partida dominante contra a Passion UA;
  • no Stage 3, virou um dos protagonistas, fechando a fase Suíça com rating na casa de 1,19 graças a bons jogos contra equipes agressivas como The MongolZ e 3DMAX;
  • nos playoffs, mesmo com altos e baixos, foi um dos poucos a aparecer em momentos críticos contra MOUZ e na final contra a Vitality.

O papel de broky no estilo da FaZe é enorme. A equipe depende de um AWPer confiante, disposto a buscar piques em vantagem e a segurar avanços em desvantagens numéricas. Quando ele está em boa fase, essa abordagem agressiva parece genial; quando ele cai de produção, a mesma estrutura passa a parecer desorganizada e inconsistente.

A questão é: o desempenho de broky em Budapeste representa uma nova linha de base ou foi um pico isolado? Se o letão voltar a algo próximo do rating médio de 2025, a FaZe vai sentir o impacto imediatamente.

A evolução de jcobbb como rookie decisivo

Outro protagonista inesperado da campanha da FaZe foi Jakub “jcobbb” Pietruszewski. O jovem polonês chegou ao elenco sob olhares desconfiados e recebeu críticas intensas nas primeiras aparições. Sua estreia no Major reforçou essa percepção: no Stage 1, o rating beirava 0,97, e muitos já questionavam se ele estava pronto para o topo do CS2.

Conforme o torneio avançou, porém, jcobbb se transformou em uma das grandes surpresas positivas do Major:

  • no Stage 2, saltou para ratings na casa de 1,25, mostrando impacto em entry kills e retakes;
  • no Stage 3, manteve níveis semelhantes, consolidando-se como um dos pontos sólidos da equipe;
  • nos playoffs, ainda que com erros, teve funções claras e contribuiu em momentos-chave.

O ponto mais impressionante foi o desempenho em pistol rounds. Jcobbb terminou Stage 3 e playoffs com rating próximo de 1,98 nesse tipo de round, um dos mais altos do torneio, mesmo enfrentando um volume de mapas superior a muitos outros destaques. Em um jogo tão decidido na base de economia e momentum como o CS2, ser dominante em pistols é um diferencial enorme.

Ao mesmo tempo, o Major também expôs fragilidades. Análises táticas mostraram como a Vitality conseguiu explorar suas debilidades, especialmente em mapas como Overpass, forçando duelos desconfortáveis e abusando de espaços onde o polonês ainda não tinha timing refinado de rotação.

Isso tudo não invalida o que jcobbb fez, pelo contrário: mostra que ele ainda é um projeto em construção. O Major provou que o teto é alto, mas a “cobrança” real virá ao longo dos próximos meses, quando os adversários já tiverem muito material para anti-stratar seu estilo.

Karrigan, o IGL que transformou caos em confiança

Qualquer análise séria da campanha da FaZe em Budapeste precisa destacar Finn “karrigan” Andersen. Aos olhos mais desatentos, o veterano dinamarquês é apenas um IGL de rating modesto. Mas em Majors, ele volta a provar o porquê de ser considerado um dos melhores cerebrais da história do Counter-Strike.

Do ponto de vista tático, o mapa que melhor simboliza isso é a Nuke. Em Budapeste, FaZe usou e abusou do mapa com planos de jogo extremamente bem adaptados a cada adversário. Times como MOUZ e Vitality tiveram dificuldades claras para se ajustar às rotações, fakes e uso de espaços por parte da FaZe. Era evidente que havia um trabalho de anti-strat detalhado, mas também muita leitura em tempo real.

Além disso, existe o intangível: liderança emocional. Nas câmeras dos jogadores, karrigan aparecia constantemente chamando a responsabilidade, vibrando com rounds improváveis e, talvez mais importante, mantendo o clima leve mesmo em situações de desvantagem extrema. No mapa decisivo da final, com a FaZe perdendo por 11‑1, o IGL estava rindo, gesticulando, incentivando. Isso não é teatro; é gestão de pressão em alto nível.

Em um elenco que mistura campeões experientes com um rookie em desenvolvimento, esse tipo de figura é fundamental. Sem karrigan, é difícil imaginar a FaZe sobrevivendo às viradas que a campanha exigiu.

O estilo FaZe: rounds impossíveis e riscos de inconsistência

Quem acompanha FaZe desde 2021 sabe que existe algo quase mitológico nos rounds que o time vence em desvantagem. O torcedor já aprendeu a não desligar o monitor mesmo quando o placar indica uma situação de 3x5 ou 2x4. Essa capacidade de virar rounds praticamente perdidos ficou conhecida, meio em tom de brincadeira, como “FaZe b*llshit”.

O estilo se apoia em alguns pilares:

  • jogadores extremamente confiantes em duelo, como broky e Twistzz;
  • sinergia em situações caóticas, com boa comunicação para reagir a erros dos adversários;
  • liberdade criativa para movimentos individuais que muitos times considerariam “arriscados demais”.

Quando tudo isso encaixa, a FaZe parece um monstro imparável, capaz de atropelar qualquer um. Vimos algo assim no primeiro semestre de 2022, quando broky, Twistzz e ropz jogavam no auge e a equipe colecionava títulos. Por outro lado, quando os tiros param de encaixar e a confiança cai, esse mesmo estilo expõe a equipe a um grau enorme de inconsistência.

Budapeste mostrou essa dualidade ao extremo. Foram muitos rounds vencidos na pura bala, com clutches improváveis e retakes milimétricos. Mas, ao mesmo tempo, ficou claro que o plano da FaZe não foi desenhado para garantir consistência sobre meses, e sim para maximizar o teto em um torneio específico.

Regressão à média e o futuro desse elenco

No contexto de CS2 competitivo, uma campanha inspirada em um Major não garante estabilidade a longo prazo. Times top 5 precisam se manter em alto nível em um calendário lotado, com torneios quase semanais, bootcamps, viagens e patches que alteram o meta.

Pensando em FaZe, alguns pontos de alerta surgem naturalmente:

  • broky pode voltar ao patamar médio de 2025? Se sim, a estrutura ofensiva perde muito impacto;
  • jcobbb ainda está se adaptando ao tier 1; é natural que oscile fortemente entre torneios;
  • o estilo agressivo e baseado em clutches sempre tende a sofrer regressão à média: vitórias improváveis não se repetem para sempre com a mesma constância.

Vários exemplos recentes mostram como o CS2 não perdoa inconsistência. Jogadores que explodiram em um Major, como alguns destaques da Team Spirit, acabaram perdendo espaço em pouco tempo quando a performance caiu e o meta mudou.

Por isso, é mais seguro encarar a campanha da FaZe em Budapeste como uma combinação de peak form + encaixe tático + confiança do que como uma prova definitiva de renascimento. O time tem material humano para continuar competitivo no topo, mas precisará ajustar o estilo, fortalecer a defesa em mapas específicos e encontrar formas de ganhar partidas mesmo quando os clutches não entram.

Pistol rounds como arma secreta da FaZe

Um dos grandes segredos por trás da corrida da FaZe no Major foram os pistol rounds. Em três meses próximos ao torneio, a equipe acumulou alguns dos melhores números do mundo nesse quesito.

Três jogadores se destacam:

  • jcobbb, com um rating altíssimo em pistols, sendo decisivo em aberturas de round;
  • Twistzz, usando aim limpo para garantir trocas favoráveis;
  • frozen, adicionando consistência e utility mesmo nos rounds de pistola.

Esse trio colocou a FaZe entre os times com melhor taxa de vitória em pistols no período recente, chegando a algo próximo de 62,2%. O detalhe é que, mesmo com essa vantagem inicial, o time ainda deixa escapar alguns rounds de conversão (os famosos “antiecos”). Se a FaZe conseguir alinhar a força em pistols com uma conversão mais eficiente nos rounds seguintes, poderemos ver um ganho concreto de estabilidade nos próximos eventos.

Impacto dessa campanha na cena competitiva de CS2

O Major de Budapeste não foi só sobre a FaZe. Ele ajudou a redefinir a narrativa da era CS2, consolidando equipes como Vitality como candidatas ao título de melhor time da história do jogo e mostrando que ainda há espaço para campanhas improváveis de veteranos.

O desempenho da FaZe em especial traz alguns recados para a cena:

  • elencos experientes ainda podem bater de frente com line-ups jovens e mecanicamente afiadas;
  • estruturas táticas bem preparadas, como a Nuke da FaZe, continuam sendo diferenciais mesmo em um jogo mais explosivo como CS2;
  • organizações não devem subestimar o peso de um IGL líder dentro e fora de jogo.

Para os jogadores que acompanham tudo de perto, isso também influencia diretamente na forma como enxergam o meta, os agentes, as skins e até o valor simbólico de determinados itens relacionados a FaZe, Vitality e outros times em alta.

FaZe, Majors e o efeito no mercado de csgo skins

A cada grande Major, não é só o ranking competitivo que muda: o mercado de skins também reage. Playoffs históricos, jogadas icônicas e campanhas milagrosas normalmente geram um aumento de interesse em stickers, skins temáticas de time e itens usados por estrelas em transmissões oficiais.

Com a FaZe Clan voltando aos holofotes em Budapeste, muita gente passa a olhar com mais carinho para:

  • skins associadas a jogadores como broky, Twistzz, ropz e frozen;
  • coleções de Major que trazem stickers da FaZe;
  • skins que aparecem com destaque em clutches e highlights.

Se você acompanha a cena e quer aproveitar esse momento para renovar seu inventário, é essencial usar plataformas seguras e com bons preços na hora de comprar, vender ou trocar skins.

Serviços especializados como o csgo skin trade oferecem um ambiente estruturado para negociar com rapidez, evitando golpes comuns em trocas informais. Além disso, quem procura montar um inventário temático da FaZe ou inspirado no Major pode encontrar diversas csgo skins com diferentes faixas de preço, ideais tanto para quem quer algo mais acessível quanto para colecionadores que buscam raridades.

Na prática, o interesse dos torcedores costuma seguir alguns padrões:

  • skins de AWP e rifles semelhantes aos usados pelos pros em jogos decisivos;
  • padrões de faca e luvas que aparecem em POVs populares;
  • stickers de campeonatos colados em armas icônicas, o que também pode agregar valor estético e de colecionador.

Independentemente de você querer investir pesado ou apenas estilizar sua conta, vale pesquisar com calma e acompanhar os preços em plataformas focadas como a própria csgo skins, que concentra boas oportunidades de oferta e demanda e facilita encontrar itens ligados ao clima de Major.

Conclusão: milagre isolado ou base para algo maior?

O StarLadder Budapest Major mostrou que a FaZe Clan ainda tem combustível competitivo. Contra todas as expectativas, o time saiu do fundo do poço no Stage 1 para disputar uma final de Major, guiado por um karrigan inspirado, um broky renascido e um jcobbb em franca evolução.

Ao mesmo tempo, seria ilusão ignorar os sinais de alerta. O estilo baseado em rounds milagrosos, a dependência da boa fase de seu AWPer e as fragilidades táticas exploradas por times como a Vitality apontam que a FaZe ainda está longe de uma hegemonia.

O mais honesto é dizer que a campanha foi, sim, um milagre competitivo, mas não necessariamente um renascimento garantido. Ela abre portas, compra tempo, devolve respeito ao nome da FaZe e mostra que esse elenco, com ajustes, pode continuar incomodando na elite do CS2.

Para a comunidade, fica o legado de mais um Major memorável e um lembrete: no Counter-Strike, a linha entre a eliminação precoce e uma corrida histórica é incrivelmente fina. E, enquanto houver times como a FaZe dispostos a desafiar as probabilidades, sempre haverá novos motivos para acompanhar o cenário, torcer e, claro, deixar seu inventário à altura das lendas que inspiram o jogo.

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