- Visão geral: onde a Team Liquid está em CS2 hoje?
- As grandes forças do elenco atual da Liquid
- O problema no AWP: por que o ultimate é tão contestado?
- Análise estatística: ultimate vs. AWPers de elite
- Agressividade e estilo de jogo: quando o risco não compensa
- Hora de trocar de AWP? Opções realistas para a Team Liquid
- degster na Liquid: aposta segura ou cilada?
- kl1m: aposta de futuro que já joga como veterano
- gr1ks: solução europeia já testada no Tier 1
- Impacto no mercado, contratos e sinergia de time
- Economia in-game: AWP, meta e o mercado de skins em CS2
- Skins inspiradas nos jogadores da Liquid e onde negociar
- Conclusão: o que falta para a Liquid entrar no Top 5?
Visão geral: onde a Team Liquid está em CS2 hoje?
A Team Liquid vive uma fase curiosa em Counter-Strike 2: o time mostra nível para bater de frente com as melhores equipes do mundo, mas ainda não consegue se firmar como presença constante em semifinais e finais de grandes campeonatos. Em muitas séries, a sensação é a mesma: o potencial existe, a estrutura tática está ali, mas falta uma peça para tudo encaixar.
Essa peça, hoje, é o AWPer. Enquanto o núcleo formado por NAF, EliGE, NertZ, além da dupla de liderança flashie + siuhy, vem se consolidando, o desempenho de Roland "ultimate" Tomkowiak com a AWP não acompanha o nível dos companheiros e, principalmente, dos rivais diretos no Tier 1.
Para uma organização que já brigou por Majors e títulos de Grand Slam, ficar presa fora do Top 10 mundial por causa de um único papel mal resolvido é simplesmente caro demais.
As grandes forças do elenco atual da Liquid
Antes de falar do problema, vale destacar o que a Team Liquid tem de excelente hoje. O time não está longe da elite por acaso: há uma base muito forte construída ao redor de jogadores experientes e de um sistema tático que começa a amadurecer em CS2.
A dupla de liderança flashie + siuhy
A combinação de flashie (coach/líder estrutural) com siuhy (in-game leader) vem ganhando corpo. As calls são mais consistentes, o time parece entender melhor qual é seu estilo ideal e os mapas mostram gameplans claros:
- Mid rounds mais organizados: a Liquid raramente parece perdida no mapa; as rotações têm lógica, as reaproximações são pensadas.
- Boa leitura de adversários: é comum ver adaptações entre mapas e até ao longo de um mesmo jogo, algo típico de times bem treinados.
- Papel claro para cada jogador: NAF como peça de confiança, EliGE como pilar de impacto e NertZ trazendo agressividade inteligente para abrir espaço.
NAF, EliGE e NertZ: consistência e impacto
Os três riflers formam uma das trincas mais sólidas do cenário atual:
- Keith "NAF" Markovic: especialista em ângulos difíceis, retakes e clutches. É o jogador que mantém a Liquid viva em rounds improváveis.
- Jonathan "EliGE" Jablonowski: ícone da organização, está longe do auge de 2019, mas ainda entrega muito dano round a round e toma boas decisões sob pressão.
- Guy "NertZ" Iluz: o entry/agressivo moderno. Sabe quando acelerar, quando congelar o round, e lê bem os espaços do mapa.
Com esse trio funcionando, a Liquid já tem o esqueleto de um time Top 5. Mas em CS2, sem um AWP confiável, é muito difícil converter bons planos em títulos.
O problema no AWP: por que o ultimate é tão contestado?
ultimate é alvo constante de críticas desde que entrou na Team Liquid. Não se trata de uma questão pessoal, mas de desempenho e encaixe tático em um meta extremamente punitivo para AWPers que não estão no topo da cadeia alimentar.
O principal ponto é que ele não se comporta como um AWP de Tier 1. Em um cenário com monstruosidades como ZywOo, m0NESY, molodoy e sh1ro, ficar abaixo em praticamente todas as métricas importantes torna muito difícil competir em pé de igualdade.
A pressão de jogar contra AWPers de elite
Quando a Liquid enfrenta times liderados por AWPers como ZywOo ou m0NESY, a diferença de impacto fica evidente em vários aspectos:
- Duelo direto: o AWP adversário geralmente ganha mais first kills, mais picks em contato e vence mais trocas.
- Controle de mapa: a presença da AWP inimiga limita o que a Liquid pode fazer; já o ultimate muitas vezes não gera o mesmo respeito.
- Impacto em jogos grandes: em playoffs, um AWP abaixo da média costuma ser explorado sem piedade por times bem preparados.
Essa desvantagem obriga NAF, EliGE e NertZ a compensar constantemente, o que não é sustentável contra rivais do mais alto nível.
Análise estatística: ultimate vs. AWPers de elite
Sem repetir números exatos do material original, dá para resumir o cenário de forma clara: ultimate fica atrás de praticamente todos os principais AWPers em métricas-chave. Entre elas:
- Kills por round com a AWP (sniper kills/round).
- Eficiência em openings (relação entre tentativas de first kill e sucesso).
- Mortes por round – ele morre mais do que deveria para o estilo de jogo que apresenta.
Enquanto nomes como molodoy conseguem ser muito agressivos e ainda assim manter números de elite, ultimate assume riscos semelhantes, mas não converte o suficiente. O resultado é um AWP que consome muito recurso (arma cara, suporte de utilitárias, espaço tático) e não retorna na mesma proporção.
Agressivos x passivos: ele não se encaixa em nenhum extremo
Mesmo AWPers mais passivos como sh1ro e torzsi costumam ser altamente eficientes nas poucas ocasiões em que se arriscam em duelos de abertura. Já ultimate, por outro lado, apresenta:
- Taxa de sucesso menor quando tenta abrir o round.
- Posicionamentos arriscados em retomas de espaço ou pós-plants.
- Menos impacto médio por round comparado aos seus pares de função.
Isso levanta a grande questão: se ele não domina o estilo agressivo, e também não tem o impacto absurdo de AWPers mais pacientes, qual é o real valor competitivo que ele traz para um time que quer brigar por título?
Agressividade e estilo de jogo: quando o risco não compensa
A agressividade de um AWP não é definida apenas pelos duelos de abertura. Ela também aparece em:
- Re-tomadas de área após perder espaço.
- Escolha de ângulos arriscados em rounds equilibrados.
- Decisões em clutches – avançar ou guardar?
No caso do ultimate, a maior parte de sua agressividade surge nesses momentos intermediários e finais de round. O problema é que, sem o nível mecânico dos grandes AWPers, essas decisões geram:
- Mais mortes em situações evitáveis.
- Menos saves inteligentes em rounds perdidos.
- Menos controle da economia da própria equipe.
No meta atual de CS2, em que a economia é mais punitiva, um AWP que se expõe demais e morre muito pressiona a equipe inteira, porque a arma principal do time é cara e não pode ser jogada fora a toda hora.
Hora de trocar de AWP? Opções realistas para a Team Liquid
Depois de mais de um ano e meio de projeto com ultimate, fica difícil defender que o problema ainda é adaptação. Se o time quer subir um degrau de vez, precisa mirar em um AWP que já mostrou teto alto no Tier 1 ou que esteja em franca ascensão.
Entre os nomes que fazem sentido hoje, três se destacam:
- Abdul "degster" Gasanov – free agent de luxo.
- Klimtentii "kl1m" Krivosheev – sensação da MIBR, em alta na América do Sul.
- Gleb "gr1ks" Gazin – se reencontrou na BIG e vem empilhando bons números.
Cada um deles traria riscos e benefícios diferentes. O importante é que todos representam um upgrade claro em relação ao que a Liquid tem hoje na função.
degster na Liquid: aposta segura ou cilada?
degster é o nome mais óbvio quando se fala em AWP disponível e com pedigree de Tier 1. Ele já provou seu valor em equipes como Spirit e Falcons, e conquistou até MVP em evento grande, mostrando que consegue crescer em palcos importantes.
Pontos fortes do degster
- Experiência em grandes palcos: acostumado a jogar contra os melhores – sabe o que é enfrentar ZywOo, s1mple, m0NESY e companhia.
- Confiança e iniciativa: não tem medo de assumir rounds para si, coisa que muitas vezes falta na Liquid atual.
- Free agent: sem necessidade de buyout milionário, algo sempre relevante.
Em teoria, ele encaixaria bem em um time que já possui estrutura e riflers sólidos. A Liquid poderia dar a ele a liberdade que gosta, mas dentro de um sistema guiado por siuhy, o que tende a limitar exageros.
Riscos e dificuldades em torno do degster
Por outro lado, existem pontos delicados:
- Questões de visto: historicamente, ele já teve problemas com viagens para alguns eventos – algo crítico para um time norte-americano/europeu.
- Perfil de personalidade forte: jogadores muito intensos podem gerar choque de cultura se não houver alinhamento total com staff e colegas.
- Expectativa inflada: o peso da narrativa de "salvador" pode cobrar um preço em qualquer início de projeto irregular.
Ainda assim, em termos puramente competitivos, degster colocaria a Liquid imediatamente um nível acima, com um AWP capaz de bater de frente com os melhores do meta.
kl1m: aposta de futuro que já joga como veterano
kl1m, atualmente emprestado para a MIBR, virou um dos destaques do cenário sul-americano. Ex-G2 Ares, o jovem vem mostrando um estilo híbrido bem moderno: fortíssimo de AWP, mas muito competente com rifles, algo semelhante ao que vemos em ZywOo e m0NESY.
Por que o kl1m seria interessante para a Liquid?
- Flexibilidade de armas: pode jogar de AWP full time, mas também rotacionar para rifle em setups específicos, o que dá uma riqueza tática enorme.
- Confiança em duelos: mesmo vindo de uma região menos badalada, ele já mostrou que não se esconde contra times europeus em eventos internacionais.
- Perfil em ascensão: trazer um jogador em crescimento permite moldá-lo dentro do estilo da Liquid por vários anos.
Seu desempenho em campeonatos como o Major de Budapeste, mesmo em cenários em que a MIBR não brilhou coletivamente, indica que ele tem nível para subir a barra em times de Tier 1 europeu/norte-americano.
Desafios: adaptação e negociação
Os principais obstáculos para a contratação de kl1m seriam:
- Adaptação definitiva à Europa: calendário, estilo de treino e rotina são diferentes; isso exige tempo.
- Buyout potencialmente alto: jogador jovem, valorizado e sob contrato não sai barato.
- Risco de aposta: apesar dos sinais positivos, ele ainda não tem um histórico longo em playoffs de grandes eventos europeus.
Mesmo com esses riscos, kl1m parece o tipo de investimento que pode pagar dividendos enormes no médio prazo.
gr1ks: solução europeia já testada no Tier 1
gr1ks é talvez o nome menos "hypado" da lista, mas um dos mais consistentes. Depois de uma saída turbulenta da HEROIC, ele se encontrou na BIG, onde vem acumulando bons campeonatos, títulos menores e estatísticas de AWP muito sólidas.
Por que o gr1ks seria um encaixe forte na Liquid?
- Já provado na Europa: joga constantemente contra o Tier 1, então não há grande ponto de interrogação sobre nível.
- Estilo relativamente disciplinado: não é um maluco que vai tentar toda jogada impossível; tende a se encaixar bem em sistemas estruturados.
- Boa média de impacto: números de sniper kills por round e impacto em aberturas melhores do que a maioria dos AWPers de meio de tabela.
Se a Liquid quiser minimizar o risco e buscar alguém com "chão" alto, gr1ks é um candidato forte.
Contras: preço e teto
Os principais pontos contra seriam:
- Contrato com a BIG: a organização alemã historicamente não libera seus talentos por valores baixos.
- Dúvida sobre teto máximo: ele é bom o suficiente para deixar a Liquid estável no Top 10, mas será que eleva o time a um patamar de briga frequente por títulos?
Ainda assim, qualquer uma dessas opções – degster, kl1m ou gr1ks – representaria uma melhora substancial em relação ao que a equipe tem hoje no AWP.
Impacto no mercado, contratos e sinergia de time
Trocar de AWP não é apenas questão de apertar um botão. A Liquid teria que considerar:
- Custo de saída do ultimate – rescisão, empréstimo ou venda.
- Custo de entrada do novo AWP – seja buyout, seja salário mais elevado.
- Tempo de adaptação – especialmente no caso de kl1m.
- Sinergia com siuhy – qualquer AWP que chegue terá de comprar a visão de jogo do IGL.
Se a organização estiver realmente comprometida em voltar ao topo, esse tipo de investimento é praticamente obrigatório. Mantendo o status atual, a Liquid tende a se manter naquela zona incômoda de Top 10–15, com bons picos e muitas quedas.
Economia in-game: AWP, meta e o mercado de skins em CS2
A discussão sobre AWP na Liquid também se conecta à economia, tanto dentro do jogo quanto na vida real. A AWP é a arma mais cara do rifle meta, e um jogador que morre muito com ela desestabiliza a economia do time. Mas, ao mesmo tempo, a AWP é uma das armas mais desejadas no mercado de skins, sendo símbolo de status e estilo.
No CS2, muitos jogadores aproveitam esse lado estético do game para investir em inventários personalizados. Se você acompanha a cena competitiva, provavelmente já reparou que quase todo pro player exibe skins chamativas, e AWPers em especial costumam ter AWPs de alto valor.
Para quem curte esse lado, existem plataformas especializadas onde é possível fazer compra, venda e troca de itens de forma bem mais prática do que no Marketplace da Steam. Um exemplo é o mercado de csgo skins, que permanece muito ativo mesmo com a migração de muitos jogadores para o CS2, já que o ecossistema de skins continua interligado.
Como funciona na prática o mercado de skins?
Hoje, muitos jogadores preferem usar sites dedicados para negociar skins, porque:
- É possível encontrar preços mais competitivos do que na Steam.
- Você consegue liquidez mais rápida ao vender itens.
- Há ferramentas para filtrar por float, pattern, tipo e raridade.
Se você pensa em montar um inventário inspirado em jogadores profissionais ou simplesmente quer transformar skins paradas em saldo, vale explorar sites que facilitam a csgo skin trade. Isso permite adaptar seu inventário ao meta, ao seu estilo visual ou até aproveitar oportunidades de valorização de certas coleções.
Skins inspiradas nos jogadores da Liquid e onde negociar
Muitos fãs gostam de montar loadouts inspirados em seus times favoritos, e a Liquid é uma das organizações com torcida mais fiel do cenário. Mesmo que o AWP da equipe ainda esteja em discussão, é possível se inspirar nos estilos de NAF, EliGE e companhia para montar um inventário temático.
Inspirações para um inventário estilo Liquid
- AWP temática: escolher uma AWP chamativa combina bem com a ideia de um time que busca um AWP decisivo – mesmo que ainda falte esse nome no servidor.
- Rifles estáveis: skins mais clássicas em M4, AK e FAMAS combinam com o perfil sólido de NAF e EliGE.
- Adesivos de organização: stickers da Liquid em armas-chave ajudam a reforçar o visual torcedor.
Para montar isso sem depender apenas da sorte dos cases, os jogadores costumam recorrer a mercados especializados como o da csgo skins, onde você pode buscar exatamente o item que quer, comparar preços e decidir se vale vender, comprar ou csgo skin trade com outro item do seu inventário.
A ligação mental entre skins e desempenho
Embora skins não dêem vantagem mecânica, muitos jogadores sentem mais confiança jogando com um visual que gostam. No caso da AWP, isso é ainda mais marcado: é a arma que mais aparece em streams, highlights e clipes. Não é coincidência que muitos AWPers profissionais tenham skins icônicas associadas a seus nomes.
Se a Liquid eventualmente trouxer um AWP mais dominante, é bem provável que os fãs queiram copiar tanto o estilo de jogo quanto o loadout visual dele – e o mercado de skins estará lá, pronto para absorver essa demanda.
Conclusão: o que falta para a Liquid entrar no Top 5?
A Team Liquid já tem:
- Uma estrutura tática sólida com flashie e siuhy.
- Riflers consistentes e experientes em NAF, EliGE e NertZ.
- Organização com recursos e tradição para investir pesado.
O elemento que falta, hoje, é um AWPer capaz de competir de igual para igual com os melhores do mundo. Não precisa ser o novo ZywOo, mas precisa, no mínimo, deixar de ser um ponto constantemente explorado pelos adversários.
Nesse contexto, manter ultimate no elenco por muito mais tempo parece mais um ato de teimosia do que de planejamento competitivo. Seja com degster, kl1m, gr1ks ou outro nome emergente, a Liquid precisa encarar a realidade: o caminho mais curto até o Top 5 mundial passa por uma mudança no AWP.
Enquanto essa decisão não é tomada, o time continuará dando lampejos de grandeza, mas esbarrando no mesmo teto invisível – um teto que, no fundo, já está claramente identificado pela comunidade, pelos analistas e pelos próprios adversários.
















